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Barcelona x Real Madrid: O dia em que Ronaldo 'Fenômeno' calou o Camp Nou com cavadinha fatal

No próximo sábado (24), o mundo do futebol vai parar para assistir a Barcelona x Real Madrid, clássico por LaLiga que a ESPN Brasil e o ESPN App mostram com exclusividade, ao vivo, a partir das 11h (de Brasília).

A partida será disputada no Camp Nou, estádio da equipe blaugrana, que já viu muitos craques brilharem ao longo dos 118 anos de rivalidade entre os clubes.

A ESPN Brasil e o ESPN App transmitem Barcelona x Real Madrid, ao vivo, a partir das 11h (horário de Brasília) do próximo sábado (24 de outubro), e o ESPN.com.br acompanha o El Clásico em tempo real, com VÍDEOS de lances e gols.

Um dos maiores momentos da história de El Clásico aconteceu em 1º de abril de 2006, quando o sensacional Barça de Ronaldinho Gaúcho empatou por 1 a 1 com o Real Madrid "galáctico".

Na ocasião, os gigantes entraram em campo com duas escalações estelares (veja a ficha técnica abaixo) e fizeram um grande jogo no Camp Nou abarrotado.

O Barcelona começou muito melhor e abriu o placar aos 22 minutos, com Ronaldinho Gaúcho batendo pênalti.

Logo em seguida, a situação complicou muito para o Real Madrid: Roberto Carlos levou cartão vermelho e deixou os merengues com 10 em campo com apenas 25 minutos jogados.

A situação parecia desesperadora para os blancos... Mas eles tinham Ronaldo, o "Fenômeno"!

Aos 36 minutos, Júlio Baptista roubou bola no campo de defesa e acionou o camisa 9 da seleção brasileira na corrida.

Ao seu melhor estilo, Ronaldo arrancou, invadiu a área e, com a maior tranquilidade do mundo, deu uma cavadinha monstruosa para encobrir Victor Valdés e empatar.

Silêncio sepulcral no Camp Nou, que assistiu calado à jogada de gênio do "Fenômeno".

A partida terminou mesmo em empate, e o Barcelona foi campeão espanhol até com certa folga: 82 pontos, contra 70 dos merengues.

No entanto, ao menos o Real não deu ao maior rival o "gostinho especial" de vencer El Clásico na capital catalã naquela temporada...

Ficha técnica

Barcelona 1 x 1 Real Madrid

GOLS: Barcelona: Ronaldinho Gaúcho Real Madrid: Ronaldo

BARCELONA: Victor Valdés; Oleguer, Puyol (Gabri) e Van Bronckhorst; Thiago Motta (Belletti), Van Bommel (Giuly), Deco, Iniesta e Ronaldo Gaúcho; Larsson e Eto'o Técnico: Frank Rijkaard

REAL MADRID: Casillas; Cicinho, Sergio Ramos, Raúl Bravo e Roberto Carlos; Júlio Baptista, Guti (Pablo García), Beckham e Zidane (Gravesen); Robinho (Mejía) e Ronaldo Técnico: Juan López Caro

'ERA UM ESPETÁCULO VER RONALDO JOGAR'

Cria da base do Real Madrid, o ex-atacante Javier Balboa foi promovido ao time profissional dos merengues na temporada 2005/06, sob o comando do técnico brasileiro Vanderlei Luxemburgo.

Em entrevista à ESPN, o ex-atleta, que hoje trabalha como comentarista para o programa "El Chiringuito", o mais popular da TV esportiva espanhola, lembrou os tempos em que dividiu vestiário com o "Fenômeno" e exaltou a idolatria que tinha (e ainda tem) pelo brasileiro.

"Quem não gosta do Ronaldo? Ninguém! É impossível não gostar dele!", exaltou Balboa.

"Eu me lembro quando eu era criança e vi Ronaldo chegando ao Barcelona na Espanha. Ele pegava a bola no meio-campo, levava todo mundo e fazia gols com muita facilidade. Era rápido e potente. O maior craque do mundo. Era claro que eu era fã dele", recordou.

Quando Balboa atuou com Ronaldo no Real, o brasileiro já não era o mesmo do início da carreira, até pelas complicadas operações que teve que realizar nos joelhos. Apesar disso, ainda era um craque.

"Quando joguei com o 'Fenômeno', é claro que ele não era o mesmo dos tempos do Barcelona e da Inter de Milão, por causa das lesões que teve. Mas, quando ele ficava no um-contra-um com o goleiro, ele nunca falhava. Era o número 1 e até hoje não vi um igual", descreveu.

"O Casillas sempre me falava que o Ronaldo era o atacante que ele tinha mais dificuldade de jogar contra nos treinos, porque, pelo estilo dele, era um cara totalmente imprevisível", relatou.

A potência de arranque de Ronaldo deixava Balboa totalmente perplexo.

"Quando ele pegava a bola e arrancava, ninguém segurava, fosse treino ou jogo. Parecia que ele ia levantar voo! Era uma potência fora do normal!", exclamou.

"Às vezes, você o via em campo e ele ficava parado por dois, três minutos. Parecia que ele estava 'morto' e que não ia dar em nada. Mas, quando a bola chegava nele, em dois ou três segundos ele resolvia a jogada. Era um espetáculo vê-lo jogar", elogiou.

A precisão de R9 para finalizar também deixa o ex-Real Madrid embasbacado até hoje.

"Eu falo isso porque treinei muito bom ele e via o que ele fazia. Na hora de chutar, eles acertava os cantos para tirar dos goleiros com uma facilidade que nunca vi igual. Parecia que não estava fazendo qualquer esforço, mas as bolas iam todas direitinho no ângulo", contou.

Além disso, Balboa se lembra do brasileiro como um cara boa-praça e que adorava aprontar com os garotos que vinham das canteras do Real.

"Eu gostava muito dele, pois era extremamente engraçado e divertido. Ele estava sempre de bom-humor e adorava brincar com a molecada que subia da base", afirmou.

"Lembro que ele gostava muito de esconder as chuteiras dos mais novos nos vestiários antes dos treinos, os meninos ficavam desesperados (risos). Era um cara super famoso, uma estrela mundial, mas adorava brincar com a garotada. Era muito legal com a gente", finalizou.