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Libertadores: Alex já foi 'mascote' do Santos, passou pelo São Paulo e hoje emociona o pai em campo

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Gols, carisma e liderança: Marinho assume o papel de protagonista do Santos no Brasileirão (1:16)

Santos de Marinho encara o São Paulo neste sábado, às 19h (1:16)

Para conseguir um bom resultado contra o Olimpia-PAR, nesta quinta-feira, e garantir a classificação para as oitavas de final da Conmebol Libertadores o Santos contará com um torcedor dentro de campo. O zagueiro Alex Nascimento, 21 anos, vem de uma família inteira de santistas e está realizando o sonho do pai de vestir o manto alvinegro.

A primeira vez que o jovem pisou em um gramado foi na Vila Belmiro, em 2008. Na vitória do Santos por 2 a 0 contra o Bragantino, em jogo válido pelo Paulistão, ele entrou como “mascotinho”.

“O Alex fez questão de entrar com o Kléber Pereira, que era o maior artilheiro do time à época. Ele sempre diz que o primeiro título como jogador quer vencer na Vila”, contou Alan, irmão do jogador, ao ESPN.com.br.

Natural de Ribeirão Preto, o jovem começou aos oito anos em escolinhas da cidade com o técnico Glauco (ex-meia do Santos) e foi descoberto pelo olheiro Leiva antes de ir para a base do São Paulo, aos 14 anos.

Depois de dois anos em Cotia, porém, ele foi dispensado. Apesar do baque, o defensor não desanimou e conseguiu ser aprovado em um teste no Fluminense, em 2017.

Com o destaque em Xerém, chegou a ser sondado pela Udinese, mas o negócio não prosseguiu.

A estreia no profissional do time das Laranjeiras foi justamente em um duelo contra o Santos, válido pela 31ª rodada do Brasileirão.

Alex entrou aos 22 minutos do segundo tempo da derrota do Fluminense por 3 a 0 e cometeu um pênalti no fim do jogo que foi convertido por Gabigol.

Ida ao Santos

Depois deste único duelo pelo Flu, o defensor não teve mais oportunidades na equipe principal. Ciente da falta de espaço, o empresário Marcelo Pinheiro falou com o técnico Márcio Zanardi e levou Alex para o sub-20 do Santos, em 2019.

“Ele não estava sendo usado no Fluminense, mas a negociação foi demorada porque eles queriam manter um percentual. Eles ficaram com 30%. Foi quase um mês até finalizar a papelada. O pai do Alex ficou super ansioso e feliz quando aconteceu”, contou o agente.

Alex chegou para o time sub-20, mas logo se destacou e passou a fazer gols. Ele também defendeu o time sub-23 antes de ser efetivado aos profissionais.

“O Alex chegou com um contrato somente até o fim de 2019. Eu falei: Alex, você ainda não está no Santos, está no sub-20. Voa, dá tudo que você vai ficar. Ele abraçou a ideia e se destacou”, contou Pinheiro.

“O time não estava bem, mas eles ganharam vários jogos seguidos e ele marcou uns cinco gols. Isso não era comum. Ele ficou quase dois meses parado por causa de uma facite plantar”, disse o agente.

Com o bom desempenho, o defensor teve o contrato renovado até 2024.

Em 2020, o defensor foi efetivado à equipe principal e não voltou para a equipe sub-23. Ele estreou na terceira rodada do Brasileiro na vitória sobre o Athletico-PR. Desde então, ele fez mais quatro partidas. “Cada vez que o Alex entra em campo é uma emoção do meu pai, que fica com lágrimas nos olhos. A gente não esperava que isso acontecesse no Santos porque ele passou por outros times antes. Está sendo um sonho para todos nós”, afirmou Alan.

Se conseguir uma sequência na equipe santista, Alex pode pleitear uma vaga na seleção olímpica, que disputará os Jogos de Tóquio, em 2021.

“O Cuca e a comissão técnica o têm ajudado muito nesse processe de adaptação. Eles conversam muito com o Alex, dão oportunidades e deixam claro o que querem dele”, contou o empresário.

“O Alex quer fortalecer na camisa do Santos que é onde ele sonhou jogar. Ainda é muito cedo para projetarmos algo no exterior. É hora dele fazer uma carreira sólida e ganhar maturidade. Não queremos uma saída precoce e sem criar raízes”, finalizou Marcelo.