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Donizete Pantera revela como ganhou patrocinador por causa de Ronado Fenômeno até o fim da carreira

Um dos principais atacantes do Brasil nos anos 90, Donizete Pantera ficou muito amigo de Ronaldo Fenômeno quando passou a ser destaque do Botafogo e começou a ser chamado por Zagallo para a seleção brasileira.

“Eu sempre fui muito brincalhão e gostava de zoar com a galera. O Ronaldo era um cara muito legal e nós éramos muito fechados. A humildade dele é muito grande”, contou Donizete, ao ESPN.com.br.

Ex-atacantes de clubes como Vasco e Corinthians, ele percebeu que o Fenômeno iria longe na carreira.

“Ele era um jogador que corria muito, tinha uma força física incrível. Você vê o Messi e o Cristiano Ronaldo sempre trabalhando na força. Ronaldo era melhor que eles porque era muito habilidoso. Você batia e ele não caía. Era muito difícil pará-lo”, elogiou.

Donizete não esquece um amistoso que o Brasil venceu a Rússia no qual ele e Ronaldo balançaram as redes.

“Ele tinha essas virtudes porque sabia finalizar com os dois pés. Era inteligente e sabia a hora certa de sair e chegar”, analisou.

O ex-atacante não esquece um gesto de carinho que recebeu de Ronaldo, então no Barcelona, que foi premiado em 1996 pela primeira vez como o melhor jogador do mundo pela Fifa.

“Ele veio para Estoril, em Portugal, e eu estava morando em Lisboa porque defendia o Benfica. Ele me convidou para a cerimônia e ficamos em um lugar super legal”.

“Depois fomos comer com o diretor da Nike naquela noite. Ele falou para os caras fazerem um contrato comigo até o final da minha carreira. Eu fiquei por mais 10 anos sendo patrocinado”, agradeceu.

Pouco tempo depois do prêmio, Ronaldo passou a ser um astro mundial e os amigos perderam contato.

“Eu me afastei depois porque ele cresceu muito e aonde ele ia não tinha muito espaço para mim porque tinha muita gente, era muita confusão. Eu sempre fui apegado à minha família. O futebol nos levou para outros caminhos”, explicou.

Fora de 98

Donizete foi chamado várias para a seleção se destacou no título do Vasco na Libertadores de 1998. Mesmo assim, não foi à Copa do Mundo de 1998, na França.

“Fiquei chateado por não ter ido porque era o meu momento. Achei que seria convocado depois do corte do Romário, mas não aconteceu. Cada treinador tem suas escolhas. Vida que seguiu”, filosofou.

Desde que pendurou as chuteiras, Donizete tem planos de continuar no futebol.

“Eu hoje me formei como treinador e estou buscando começar nas categorias de base porque gosto de formação de jogadores. Estou esperando uma chance para começar”, explicou.

Melhores parceiros de ataque

“Eu me dei muito bem com o Túlio Maravilha no Botafogo. Foi um companheiraço e hoje considero meu melhor parceiro de ataque na carreira porque foi o cara que jogou mais tempo comigo. Conseguimos nos encaixar melhor. O Luizão foi outro que considerava com um estilo ideal para jogar comigo”.

“Tenho amizade com o Edmundo e fazemos um churrasquinho de vez em quando. Ele é um cara extrovertido e alegre pra caramba, é super legal de bater papo. Jogamos juntos no Vasco em 2000”.

“O Romário era um cara muito inteligente. Por ser um pouco mais velho, ele me dava muitos conselhos. Ele era um cara muito honesto e tive a honra de jogar ao lado dele na seleção e no Vasco. Qualquer um consegue jogar ao lado dele porque é um cara que te dá moral. Até hoje jogamos pelada juntos porque ele é meu vizinho”.