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Manchester United: Brasileiro conta como é jogar com meia que peitou Guardiola em clássico

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Bruno Fernandes brinca com a filha, fala até 'olé' e criança não gosta (0:27)

Jogador do Manchester United aproveita a quarentena para ter mais contato com a filha (0:27)

Bruno Fernandes surpreendeu muita gente ao mandar Pep Guardiola “calar a boca” após uma forte discussão no clássico de Manchester na vitória do United por 2 a 0 sobre o City no começo deste ano.

Mas para quem conviveu com o meia, a atitude foi só mais uma amostra da forte personalidade do português contratado pelos Red Devils em janeiro de 2020 por 47 milhões de libras (R$ 371 milhões)

Desde que chegou ao Old Trafford, o jogador tomou conta do meio de campo e virou um dos destaques da equipe de Solskjaer.

O ESPN.com.br falou com o atacante brasileiro Luiz Phellype, colega de Bruno no Sporting por uma temporada e meia, que contou como é jogar ao lado da sensação da Premier League e conviver com seu jeito explosivo dentro de campo.

Como foi jogar com o Bruno?
É de longe o melhor com quem eu já joguei. As pessoas de fora só olham o que ele faz nos jogos, mas a gente que convive com ele no dia a dia nos treinos entende como ele é tão bom.

Por que?
O Bruno é um cara que trabalha muito e um dos últimos a sair do clube e dos treinos. Depois das atividades, ele vai treinar falta, pênalti e finalização. Isso reflete em campo. Eu gosto de ficar uns 20 minutos melhorando o que eu preciso. Eu ia para o vestiário, tomava meu banho pegava as minhas coisas, mas o Bruno ainda estava no campo. Ele ficava uma hora depois do treino todos os dias. Merece estar colhendo tudo que plantou.

O que mais te encanta no futebol dele?
O Bruno é o cara que pensa melhor e arrisca muito. Sempre dá passes para frente. Quando ele acerta sai uma assistência ou um gol. Ele chuta muito bem e dá boas assistências, são as suas melhores características. Ele consegue armar as jogadas e depois aparecer na área para finalizá-las.

Qual tipo de meio campista ele é?
Ele é um jogador moderno porque atacante muito bem e defende muito bem também. Corre muito e é intenso. Às vezes extrapola um pouco na vontade e grita aqui e grita ali e briga com o árbitro. Mas não é por ser mal caráter, nada disso. Ele é muito competitivo e não suporta perder.

Como era sua relação com ele?
Eu o considero um amigo porque me ajudou muito dentro e fora de campo. A gente discutia pra caramba nos treinos (risos). Eu o deixava falar mais porque eu o conhecia bem. Quando extrapolava, ele depois pedia desculpas. Quem o conhece bem nem se estressa.

E você?
No começo quando ele discutia comigo e me cobrava eu ficava chateado, mas depois passei a entendê-lo e as coisas foram bem.

Algum episódio que te marcou?
Uma vez contra o Vitória de Setúbal estávamos no meio do jogo e eu achei que ele ia me passar a bola e gritei ‘Bruno’, mas ele chutou e errou. Ele ficou puto, olhou para mim e disse um monte: ‘O que você quer? Não posso mais chutar?’ Falou palavrão pra caramba (risos). Eu falei: ‘Tá bom, Bruno’. Dai teve uma parada técnica para água e ele veio me pedir desculpas e disse que estava errado.

Como ele é fora de campo?
Ele é calmo fora de campo e dentro de campo se transforma. Ele é como o Cristiano Ronaldo quando perde, não consegue falar com ninguém.

Está surpreso com o sucesso do Bruno no United?
Não estou surpreso com o sucesso dele. Algumas pessoas acham que o Campeonato Português é fraco, o que não é verdade. O nível físico e tático é muito alto. Quem se destaca aqui consegue se destacar em outros lugares.