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O dia em que Mario Gómez saiu revoltado com lesão e quebrou a mão após socar sacola

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O 'manjado' gol de canhota de Robben que encantou Klopp em um Bayern x Dortmund (0:25)

Em 2013, quando Bayern de Munique e Borussia Dortmund se enfrentaram pela Copa da Alemanha, o astro do futebol holandês anotou uma pintura de esquerda, de fora da área, em um chute que não deu chance ao goleiro Roman Weidenfeller (0:25)

Reportagem publicada originalmente dia 17/09/2016


Mario Gómez García foi um dos astros da seleção alemã nos últimos 15 anos. Seu faro de gol era tão apurado, que fizeram uma música em sua homenagem, que viralizou na internet e tem mais de 1,5 milhão de visualizações no YouTube.

Tão aparente quanto sua facilidade à frente da meta adversária é sua vontade de jogar. Prova disso foi o que aconteceu com Gómez quando ainda atuava pelo Stuttgart, equipe que o revelou em 2003 e, posteriormente, se tornou campeão da Bundesliga.

"Contra o Hannover, estávamos ganhando e ele deu um corte no zagueiro e foi chutar de esquerda, mas o zagueiro travou. Daí, ele sentiu o joelho no final e teve um rompimento do ligamento medial e sentiu a dor. Ele estava na lateral do campo e a bolsa de massagem era de metal, estava do lado, e ele estava injuriado e, de raiva, deu um murro nela. No dia seguinte, chegou com a mão trincada e machucada. Chegou com gesso na perna e uma tala na mão (risos)", gargalha o brasileiro Cacau, seu companheiro de Stuttgart e da própria seleção alemã, em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br.

"É um cara que se comunica bem, sabe conversar e é bem instruído e estudado. Bem educado e nada chucro", elogiou Cacau.

Mas também sem se esquecer das pequenas brigas que tinham um com o outro dentro de campo, apesar de atuarem pela mesma equipe. No ano do título do Stuttgart, em 2006/07, juntos, a parceria deu resultado: 27 gols.

"A gente brigava bastante porque eu falava que ele era fominha. Fazíamos mais gols quando tocávamos um para o outro (risos). Ele dizia que era atacante que queria fazer gols, mas eu dizia que, se tocasse, faríamos mais gols", comentou.

"Fomos campeões juntos da Bundeliga. A conquista do título foi especial, eu fiz 13 e ele 14 gols, fomos a dupla de ataque mais forte. Foi um ano que nós nos completamos muito bem", lembrou Cacau.

"Em 2009 fui convocado e, ali, a gente passou junto na seleção. Nem sempre jogamos juntos por lá. Jogava muito o Klose na frente", lamenta.

Gomez passou por Bayern, Fiorentina, Wolfsburg e Besiktas. Atualmente, ele defende o Stuttgart que disputa a 2ª Divisão Alemã.