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Balboa, ex-Real Madrid, relembra terror ao ficar na barreira em 'bombas' de Roberto Carlos

Durante seus 25 anos de carreira, o ex-lateral-esquerdo Roberto Carlos aterrorizou adversários com suas "bombas" de perna esquerda.

Nas cobranças de falta, era comum ver atletas com expressão de angústia, já esperando a dor da bolada que iriam receber dali a alguns segundos.

No entanto, não eram apenas os rivais que sofriam com os "foguetes" do craque.

No Real Madrid, por exemplo, os companheiros de equipe de Roberto Carlos eram os responsáveis por formarem as barreiras durante os treinos, e também eram "carimbados" pelos petardos disparados pelo brasileiro.

Integrante do elenco "galáctico" dos anos 2000, o ex-atacante Javier Balboa gargalhou ao lembrar seu sofrimento nos treinementos merengues.

"Ficar na barreira antes do chute do Roberto Carlos é como quando você sabe que vai comer algo que não vai gostar. Era a mesma coisa! (risos)", brincou, em entrevista à ESPN.

"Você sabia que, se a bola chegasse em você, ia doer muito e não ia mais dar para treinar naquele dia. Em outras palavras: sabia que estava f*** (risos)", sorriu.

Balboa conta que foi até desenvolvida uma "estratégia especial" para evitar a dor dos "mísseis" do lateral.

"Durante os treinos e coletivos, a gente evitava ao máximo fazer faltas pela esquerda, para que ele não pudesse bater (risos)", contou.

E olha que Roberto Carlos ainda nem usava sua força máxima nos dias de treino.

"Ele não batia com a força máxima, porque sabia que poderia machucar alguém. Depois, quando colocavam a barreira móvel, sem os jogadores, aí ele soltava a bomba de verdade", ressaltou.

"Lembro sempre que ficavam ele o e Beckham treinando muito tempo. O Beckham batia colocado, e o Roberto chutava com aquela força descomunal. Enquanto isso, o coitado do Casillas ficava tentando defender (risos)", divertiu-se.

Segundo o ex-jogador dos galácticos, que atualmente trabalha como comentarista para o programa "El Chiringuito", o mais popular da TV espanhola, o ala brasileiro tinha um "dom".

"Aquele chute foi algo que Deus deu pra ele. Os músculos da perna dele era algo fora do comum, muito fortes. Tanto é que ele nunca se lesionou com gravidade! Não à toa, fez uma carreira espetacular", exaltou.

Balboa foi formado na base merengue e depois atuou entre 2006 e 2008 no profissional em Madri.

Deste período, guardou excelentes memórias do capitão Roberto Carlos.

"Ele é um cara muito engraçado, sempre estava bem humorado. Ele tinha a qualidade de sempre ser positivo, mesmo nos piores momentos. Quando o clima estava ruim, fazia alguma gracinha ou tirava uma risada da gente e melhorava o astral. É uma virtude que poucos têm e que eu admiro muito", elogiou.

"É incrível o quanto as pessoas adoram estar ao lado dele. Você anda com ele na rua e absolutamente todos param para falar. E o Roberto está sempre bem disposto, nunca o vi fazer cara feia para dar um autógrafo ou dar uma foto", relatou.

Muito jovem quando foi integrado aos "galácticos", Balboa também bebeu da "fonte da sabedoria" e sempre ouviu atentamente os conselhos do jogador da seleção brasileira.

"O Roberto dava muitos conselhos bons. Afinal, foi um cara que jogou por seleção brasileira, Inter de Milão, Real Madrid... Era muito experiente e já tinha vivido de tudo", rememorou.

"Quando eu subi para o profissional, ele sempre me falava para me manter no caminho certo, porque um novato, quando chega ao time de cima, sempre acha que não precisa aprender nada e já está no mesmo nível dos craques. E isso não é verdade! Sempre há muito a aprender", finalizou.