O Cruzeiro teve a chance de contratar Martín Palermo, maior artilheiro da história do Boca Juniors com 237 gols marcados.
Logo após ter vendido o atacante Marcelo Ramos para o PSV Eidhoven, da Holanda, na metade 1996, a equipe celeste queria de todas as formas um camisa 9 para o lugar do matador.
Dirigentes da equipe mineira entraram em contato com o empresário Carlito Arini, que tinha visto o centroavante despontar no Estudiantes-ARG.
“Eu já conhecia o Palermo porque eu trabalhei nos anos 90 em um projeto de marketing da Pepsi e ele era casado com uma brasileira. Eu liguei para ele falando que tinha uma situação de um clube brasileiro. Ele tinha um empresário e super se interessou. Era um cara muito bacana”, contou Arini, atualmente diretor de futebol do Taubaté, ao ESPN.com.br.
O negócio, porém, não foi para frente pela falta de informações da época.
“O valor era relativamente tranquilo, mas não o trouxeram. O problema é que na época não tinha tanta tradição de contratar jogadores argentinos, ainda mais do Estudiantes”, explicou.
“Hoje existe o departamento de análise de desempenho no clube. Você leva o nome de um jogador de manhã e no fim da eles te trazem até quem é o avô do cara (risos)”, explicou.
Arini admite que a transferência do argentino era uma aposta arriscada no atacante que tinha 22 anos.
“O Palermo poderia ter vindo para cá e jogado, mas também poderia não ter dado certo. Às vezes você traz caras que arrebentaram na Argentina e não jogaram no Brasil. No futebol não existe certeza”, analisou.
Palermo foi para o Boca em 1997 e fez história com a camisa xeneize. Em duas passagens (de 97 a 2000 e de 2004 a 2011), ele faturou o Mundial de Clubes, duas Libertadores, duas Sul-Americanas e 6 Argentinos.
Além disso, fez o gol que levou a Argentina para a Copa do Mundo de 2010 e foi chamado por Maradona para o Mundial da África do Sul.
Atualmente com 46 anos, Palermo aposentou-se dos gramados pelo Boca em 2011.
