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Retrospectiva 2020: O ano que virou o Counter-Strike de cabeça pra baixo

O calendário de 2020 marcou o 8º ano de Counter-Strike: Global Offensive. Um ano que todos esperavam manter a excelência em questão de competitividade, de torneios, de visualizações e acima de tudo de uma grande emoção e grandes jogos.

Veio a pandemia global e muita coisa mudou. Do cancelamento do Major do Rio, até os campeonatos funcionando no sistema de bolha, o cenário precisou se reinventar e até mesmo levar um chacoalhão da concorrência.

Para relembrar esses momentos, fiz uma ordem cronológica para relembrar com você os melhores momentos do ano no competitivo da categoria.

Janeiro

Em dezembro de 2019 começamos a ouvir que um inimigo comum a todos estava ganhando terreno, mas isso não impediu de no fim de janeiro um dos poucos torneios de relevância a nível Internacional se ter realizado em LAN, a BLAST Premier Spring em Londres, no Reino Unido.

A competição servia de um qualificatório offline para as finais de Primavera que seriam realizadas mais tarde e viu times como FaZe, Liquid, compLexity, NaVi, G2 e OG seguirem em frente no campeonato. A equipe Brasileira dos MIBR esteve presente no Grupo A e após duas derrotas, perdendo para Liquid e NiP ficou de fora da competição final, seguindo apenas para o Showdown.

O mês terminava com o quinteto Dinamarquês da Astralis na frente do ranking Mundial, com mousesports e fnatic a completarem o pódio. MIBR estava dentro do top 20 (15) enquanto FURIA vinha na cola (18).

Fevereiro

Fevereiro chegou trouxe a caminhada para o Major que seria realizado no Brasil, depois da Valve ter anunciado mudanças profundas na forma da qualificação para a competição. O mundo ainda “continuava normal” e o MIBR era confirmado mais uma vez no Moche XL em Lisboa, Portugal, regressando assim a um dos poucos torneios que conseguiu vencer nos últimos anos e a uma torcida que tem sempre um carinho especial pelo time brasileiro.

Por conta da pandemia, um dos maiores e mais icônicos campeonatos do mundo realizava-se sem qualquer público, IEM Katowice era jogada à porta fechada, apenas com os times e alguns membros da imprensa presente no local. Sem a presença de qualquer time brasileiro e apenas com coldzera e Peacemaker representando a bandeira verde e amarela, o evento polonês viu a NaVi levantar o caneco de campeões depois de derrotarem na final a equipe da G2 por 3 mapas a 0.

Com o mês praticamente no fim, as posições no ranking mundial quase não se alteraram. A salientar a troca pela 3ª posição com a fnatic a perdendo o seu lugar para a Liquid, enquanto MIBR e FURIA inverteram (literalmente) as posições com o grupo liderado por arT no 15º posto, enquanto os MIBR continuava a cair, agora para a 18ª posição.

Março

Chega o mês de março e na qualificatória Sul-Americana para o Major do Brasil, a RED Canids venceu a Isurus para garantir sua colocação no minor americano. Quem seguiu o mesmo caminho a BOOM, que usando a mesma fórmula que a RED Canids derrotou novamente a Isurus e garantiu também a presença no minor americano.

O COVID-19 continuava a ganhar terreno e a ESL Pro League, que até aqui era realizada em LAN, acabaria por ser jogada online por conta da pandemia, obrigando assim a ESL, um dos maiores organizadores de torneios, a reformular por completo o seu formato, dividindo a competição em regiões. Esse foi o caso da BOOM, que já estava em Malta, pronta para jogar, mas foi obrigada a regressar ao Brasil.

Nadando contra a corrente, a liga “concorrente” da ESL Pro League, a Flashpoint, tentava se estabelecer em Los Angeles, nos Estados Unidos. Digo isso pois, após a primeira rodada de jogos ter sido jogada em estúdio, a organização acabaria movendo a disputa para o modelo online, novamente por causa do forte avanço da pandemia.

Na primeira fase da competição, e com o MIBR presente e metidos numa das maiores polêmicas do ano, o time brasileiro ficou colocado no Grupo B, juntamente com Gen.G, Envy e Chaos. O MIBR acabaria por perder o primeiro jogo por 2 a 0 frente à Chaos mas acabaria por se conseguir qualificar ao derrotar precisamente o time do Chaos na final do grupo por 2-1.

Março viu ainda o início de uma situação pouco comum no Counter-Strike: a chegada de um sexto jogador nos times, com a possibilidade destes irem fazendo alterações entre cada mapa ou jogos. A primeira equipe a fazer esta alteração foi a Astralis quando estes anunciaram a inclusão de es3tag.

Com o mundo ainda tentando entender como proceder em relação ao COVID-19, a Valve tentou mudar a data do Major do Rio para novembro. A decisão acabaria criando uma reação em cadeia em outros torneios, que também tentaram adiar seus eventos ou foram realizados online. Pela segunda vez na sua história, o quinteto da NaVi voltava ao topo do ranking mundial, relegando assim a Astralis para o segundo lugar com a G2 completando o pódio. A FURIA continuava subindo, acabando o mês em 11º lugar. O MIBR continuava em queda livre, o time de FalleN e companhia estava em 24º lugar.

Abril

Abril acabaria sendo um dos mais duros meses do ano, bastante afetado pela pandemia. A BLAST, que até então tinha feito os seus torneios em LAN, acabaria por anunciar que também os seus eventos passariam a ser jogados online e por regiões. Seguindo o mesmo caminho, a DreamHack Masters também seria movida para o online.

Depois de ter saído da MIBR em Março, zews voltou para a Liquid.

Sem o técnico, o MIBR continuou seu caminho na Flashpoint depois de vencer o seu grupo. Com vitórias sobre orgless, HAVU e MAD Lions, O time brasileiro viria novamente a confrontar a MAD Lions na Grande Final, onde acabaria perdendo por 2 mapas 1.

A Valve mudou o sistema de qualificação para o Major e, com isso, o minor americano foi obrigado a dividir-se em dois e surgiu uma competição só para a América do Sul. Foi nesse qualificatório que a BOOM venceu a Isurus na Grande Final.

A mesma luta continuava na Europa, com o qualificatório europeu sempre pegando fogo e com jogos de alto nível como foi o caso da fnatic bater a Astralis, da FaZe vencer a mousesports, a North derrubar a G2 ou ainda o time da Movistar Riders, onde atua o steelega, que conseguiu vencer também a mousesports.

Todos estes jogos viriam a ter consequências no ranking mundial, com a fnatic a liderar o ranking do Counter-Strike, relegando a NaVi para o segundo lugar e a Astralis no 3º posto. A FURIA conseguia manter o seu lugar do mês anterior e com a boa prestação na Flashpoint, a MIBR saltava para a 15ª posição, subindo assim 9 lugares.

Maio

Em maio os qualificatórios do Major do Rio continuavam bombando. Nos Estados Unidos a FURIA dominava por completo o seu grupo que também tinha a MIBR e Yeah. Cinco jogos, cinco vitórias para a FURIA e o carimbo de qualificação garantido para as quartas-de-final. Envy, Liquid e MIBR acabariam o grupo empatados com o mesmo número de pontos, com a qualificação para os playoffs a cair para os dois times Americanos. A Yeah, sem grandes chances, acabaria o seu grupo com 5 derrotas em 5 partidas.

Algumas mexidas nos times começaram a acontecer, com a Astralis a tomar novamente a dianteira numa alteração nunca antes vista. O time dinamarquês via a possibilidade de garantir mais um jogador para a equipe, tendo assim disponíveis 7 jogadores ativos.

Quem também estava numa fase de mudanças era o MIBR, que tinha a intenção de trazer trk da Team One - e que se concretizou mais tarde. O time estava a fim de realizar mudanças e o sacrificado acabaria sendo o Argentino, meyern. Depois de muita especulação, trk viria a reforçar o MIBR quase no fim do mês. Já meyern, acabaria por regressar ao seu país, a Argentina, para representar a 9z.

Depois de acabar o seu grupo só com vitórias, a FURIA continuava a sua ascensão no cenário internacional e acabaria chegando à final do qualificatório norte-americano para o Major no Rio. Entretanto a Gen.G foi uma pedra no caminho dos Panteras e levou a final por 2 mapas a 1.

Já depois de ter vencido a final na qualificação europeia para o Major no Rio, um dos jogadores da Astralis, gla1ve, acabaria anunciando que faria uma pausa na carreira, colocando JUG como titular. A saída de gla1ve marcaria o início uma "safra de pausas" entre os jogadores europeus.

Maio acabou com a Astralis de volta ao topo do ranking mundial, com a fnatic caindo de 1º para 3º e com a NaVi consolidada no segundo lugar. A FURIA continuava a subir, passando agora para 8º e o MIBR voltava a descer, ocupando a 18º posição.

Junho

O primeiro dia de junho trouxe um grande duelo entre brasileiros, MIBR vs FURIA para a BLAST Premier Spring (anteriormente o Showdown). Eletrizante é o adjetivo certo para descrever a série entre os dois times, mas a vitória ficou para o time liderado por FalleN e que reascendeu o espírito competitivo da MIBR por algum tempo.

Apesar de ter saído do jogo com derrota, foi a FURIA que garantiu o primeiro lugar do grupo. Ambos os times brasileiros acabariam se qualificando para as finais BLAST juntamente com a EG. Nas finais, MIBR e FURIA se encontraram logo na primeira rodada dos playoffs, mas desta vez a FURIA deu a volta por cima e derrubou o MIBR da competíção - o que acabou gerando uma briga entre as torcidas. Os Panteras chegaram à Grande Final, mas foram derrotados novamente pela EG também por 2-0.

O mês estava apinhado de campeonatos, como a DreamHack Masters e cs_summit 6. O summit, aliás, trouxe grandes polêmicas como o acirramento da disputa entre MIBR e FURIA e a seleuma entre MIBR e Chaos, na qual os jogadorers e torcedores brasileiros acusaram membros da Chaos por uso de trapaças. Para a história ficam as acusações e a entrada de Gaulês na discussão - o que causou um grande mal estar internacional. A organizadora do campeonato não divulgou nenhuma nota oficial quanto às acusações.

Junho foi também mês para algumas despedidas, com Hiko, mixwell e o jogador sul-coreano xeta a deixarem o cenário competitivo de CS:GO para se dedicarem ao VALORANT. Hiko foi para a 100T, onde se tornou campeão do primeiro grande torneio do jogo na América do Norte, enquanto mixwell foi para a G2, onde dominou por completo o cenário europeu nos meses seguintes.

Já na atualização do ranking global, o péssimo da Astralis resultou uma queda da 1ª posição para o 9º lugar. O novo número 1 é novamente a NaVi seguido pela dupla francesa Vitality e G2. O melhor time brasileiro continuava a ser a FURIA na quinta posição, enquanto a MIBR conseguia subir 4 lugares desde o mês passado.

Julho

Julho foi um mês relativamente calmo. A ascensão da BIG na Europa continuava, desta vez com a vitória no cs_summit, ao derrotarem na final (e novamente por 3 a 2) os franceses da Vitality. No lado norte-americano, o campeonato foi vencido pela EG que derrotou na final a Gen.G por 3-0.

A ESL se dobrou e realizou o ESL One Cologne totalmente online e dividido por regiões, consolidando assim o formato de competições online para o resto do ano.

A Liquid procurava fazer alterações no seu time com Grim substituindo nitr0. A alteração não era apenas essa: nitr0 também deixou o cenário do CS:GO para jogar VALORANT ao lado de Hiko na 100 Thieves.

Sem muitos jogos e sem grandes surpresas, o ranking mundial em julho acabou com a BIG no topo, na frente da Vitality e Evil Geniuses. A NaVi caía para 4º lugar enquanto a crise na Astralis acentuava, o que deixou o time dinamarquês na 11º posição. A FURIA também sofria uma pequena queda, perdendo 4 lugar (9), o mesmo acontecia com o MIBR que acabava o mês em 16º.

Agosto

Mês de agosto começa com a vitória da BOOM na Gamers Club Masters V. O time de felps e boltz venceu a paiN na grande final por 2 mapas a 0. Dias mais tarde, a BOOM anunciava a contratação definitiva de felps, que estava emprestado e tinha contrato com a MIBR.

Também foi o mês que rolou a DreamHack Open e no torneio norte-americano o Brasil tinha 3 representantes: FURIA, Yeah e TeamOne. Todos no mesmo grupo, juntamente com a Cloud9, que mais parecia ser uma intrusa no grupo. FURIA e Team One seguiram para os playoffs, mas só os Panteras chegaram à Grande Final, que seria disputada contra os rivais da Liquid. E deu Brasil com a FURIA levando o caneco para casa.

A ESL Colônia começou no formato online e com o MIBR disputando no circuito europeu, porém a passagem foi vexatória: os brasileiros não venceram nem uma partida sequer. A Grande Final acabaria por ser disputada entre Heroic e Vitality com a vitória para o time dinamarquês.

Mais mudanças nos times: a FaZe fazia a primeira alteração no elenco e anunciou a entrada Kjaerbye no lugar de bymasda. No Brasil, a Imperial anunciou a contratação de LUCAS1 para substituir dzt. Lucas estava sem time desde o fim de 2019, quando deixou a MIBR. Agosto viu também mais três jogadores abandonarem o Counter-Strike: nitr0, ScreaM e freddieb. Os jogadores decidiram seguir carreira no VALORANT e como já referi, nitr0 viria a juntar-se à 100 Thieves e ScreaM acabaria na Team Liquid.

Foi nesse mês que surgiu a principal polêmica do cenário de CS:GO: vários treinadores foram banidos por uso de um bug que permitia saber as posições dos times adversários. Entre os treinadores banidos, constava o nome de dead que atuava como treinador no MIBR. Dead foi banido por 6 meses e dispensado do MIBR.

Ao longo dos meses seguintes, vários outros treinadores admitiram o uso deste bug e foram penalizados. Tal como dead, guerri - treinador da FURIA - foi também condenado a 4 meses de suspensão depois de ter sido “apanhado” usando o mesmo bug que dead usou. Pelo mesmo caminho, seguiu Apoka, treinador da BOOM, que foi banido praticamente por 6 meses.

Já no ranking global um novo número 1 ocupava a tabela do HLTV: a Vitality. O time francês liderou a lista seguido da Heroic, que teve uma grande atuação na ESL Colônia europeia, e da EG, que ocupava a terceira posição. A FURIA voltaria a ser o time brasileiro melhor colocado, ganhando algumas posições, ocupando a 6ª lugar. Já o MIBR mantinha a mesma 16º colocação. No entanto, Agosto trazia também um novo representando brasileiro ao top30, a TeamOne que ocupava precisamente essa 30ª posição.

Setembro

O mês começa com a paiN anunciando que se estabelecerá nos Estados Unidos, formando o bloco brasileiro com MIBR, TeamOne, Yeah e FURIA no CS:GO. Visando o topo do ranking mundial, a Astralis anuncia o retorno de gla1ve à equipe, colocando es3tag no banco de reservas.

O time da Yeah sofria também alterações e pela primeira vez tornava-se internacional. A entrada do americano Swisher confirmava a saída para o banco de iDk, que mais tarde assinaria pela Imperial.

Uma das grandes incógnitas a nível de eventos ainda estava em cima da mesa, a realização ou não do Major no Brasil. Setembro foi o mês que trouxe a infeliz notícia que por via da pandemia, o evento brasileiro acabaria por ser cancelado por parte da ESL.

As notícias para o público brasileiro continuavam a não ser as melhores e uma daquelas que prometia ser a notícia do ano, TACO e fer desligam-se da MIBR, e FalleN anunciou que foi para o banco, deixando apenas kNg e trk no cinco inicial. Era o fim de uma era no CS:GO brasileiro, especialmente por FalleN e fer, que vinham jogando juntos há vários anos.

Duas lendas suecas também são colocadas no banco por parte do seu time, GeT_RiGhT e Xizt deixam de estar no ativo da Dignitas e colocam dúvidas sobre o seu futuro no jogo.

Tal como tinha vindo a ser notícia nos meses passados, mais jogadores abandonaram o cenário competitivo de CS:GO. Desta vez, steel, que atuava pela Chaos e seguiu em direção a 100 Thieves de VALORANT. Já s0m, daps e Chet acabariam por formar o time da NRG no mesmo jogo.

No ranking mundial, surge uma nova liderança, com a Evil Geniuses acabando o mês na frente do pelotão, seguido de Heroic e Vitality. A FURIA estava no top4 do mundo, acompanhado da TeamOne que estava na 28º colocação.

Outubro

Apesar de ter acabado no top10 do ranking mundial no mês anterior, a Astralis estava determinada em retornar ao pelotão de elite. O mês de Outubro começa com o regresso do clutch-king, Xyp9x, deixando Bubzkji para o banco de reservas.

LUCAS1, que até então estava atuando pela Imperial, sai do time. Um dos irmãos Teles acabaria mais tarde ingressando na nova line da MIBR.

Na Intel Extreme Masters de Nova York FURIA e Team One eram os representantes brasileiros e ambos conseguiram se classificar para a fase de playoffs, depois de ambos terem ficado em 3º lugar nos seus respectivos grupos. Já na fase de mata-mata, ambos os times conseguiram vencer na primeira rodada, com destaque para a FURIA que vencia a Team Liquid.

Pela segunda fase, nova vitória da FURIA sobre o top1 mundial, a EG, enquanto a TeamOne caía aos pés da 100 Thieves. Apesar da derrota, a TeamOne foi para a Lower Bracket tendo chegado à final dos perdedores, onde acabaria derrotada pela EG. Já na Grande Final, a FURIA derrubava a 100 Thieves e sagrava-se novamente campeã norte-americana.

Depois da derrota na Grande Final, a 100 Thieves anunciava a sua retirada do Counter-Strike para passar a colocar todo o seu poder em VALORANT, sendo uma das primeiras grandes organizações norte-americanas a deixar o cenário de CS:GO.

Como preparação para a próxima BLAST, a MIBR foi obrigada a adicionar jogadores para poder participar. kNg foi o jogador responsável de encontrar jogadores para o time, e apesar de afirmar que iria construir uma equipe temporária, três nomes foram encontrados para a line. LUCAS1, que tinha deixado a Imperial, estava livre para assinar por qualquer time. vsm, que até aqui vinha atuando pela DETONA e leo_drk que era jogador da Sharks. Após juntar esse trio, a MIBR contratou também um novo treinador, nada mais nada menos que cogu, lenda do Counter-Strike brasileiro e um dos antigos representantes da mibr no Counter-Strike 1.6.

Na fase regular da BLAST Fall, houveram algumas surpresas. No Grupo A, a EG não consegue a qualificação, ficando no último lugar do seu grupo com OG e NaVi garantindo a classificação para a fase seguinte. Já no Grupo B, a FaZe deixou a competição sem nenhuma vitória, num grupo onde Vitality e BIG garantiram o passaporte para os playoffs. Já no Grupo C, onde a “nova” mibr estava inserida juntamente com a FURIA, o primeiro jogo da mibr foi contra a poderosa Astralis e apesar da derrota, o time brasileiro deu luta ao tirar um mapa dos dinamarqueses.

Com a derrota da FURIA frente sobre a G2, significava que FURIA e mibr iriam-se defrontar por um lugar no Showdown, e a vitória acabaria por contemplar a “nova” MIBR. Apesar da vitória frente às panteras, a MIBR iria cair na fase seguinte contra a G2, com os franceses confirmando a passagem no grupo juntamente com a Astralis.

Nos últimos dias de outubro veio o anúncio da nova equipe de CS:GO de Casemiro, jogador do Real Madrid. Dzt, land1n, delboNi, yepz e n1ssim foram os 5 jogadores escolhidos para representarem a Case Esports.

Com a vitória na DreamHack Open Fall, a Heroic liderava o ranking mundial, à frente da Astralis e Vitality. A FURIA mantinha o 4º lugar, enquanto a TeamOne subia 4 lugares na classificação (24).

Novembro

A IEM Beijing estava aí para ser disputada e trazia bons jogos para acompanhar. No Grupo A da etapa europeia, a Vitality perdeu para FaZe que acabaria por ser os primeiros a garantir um lugar na fase seguinte. Entretanto, alegria da FaZe não durou muito e acabou caindo para a G2 nas quartas de final por 2 a 0. A grande final ficou entre NaVi e Vitality em mais uma disputa jogada em 5 mapas, Zywoo e companhia venceram por 3-2, sendo então campeões.

Nos EUA, a Team One foi a única representante brasileira mas infelizmente não conseguiu a qualificação aos playoffs, depois de ter ficado em 3º no seu grupo. O torneio acabaria por ser vencido pela Chaos que derrotou a Triumph na Grande Final 3-1.

Em novembro também rolou a segunda temporada da Flashpoint e tinha o MIBR na disputa. Os brasileiros entanto foram longe e acabaram saindo do torneio na após vencer times como MAD Lions e OG, mas a OG acabou tirando os brasileiros na segunda disputa entre os times, na terceira rodada da Lower Bracket. A grande final foi entre OG e Virtus.pro com os ursos levando o jogo por 2 a 1.

Na DreamHack Winter europeia, a FaZe Clan de coldzera acabou caindo já na primeira disputa, contra a Team Spirit. No Grupo B a FURIA bateu a North e a G2, seguindo para os playoffs. Os brasileiros passaram da Complexity, mas bateu de frente com a muralha dinamarquesa. O confronto entre Astralis e FURIA acabou em um 2 a 0 retumbante. A Astralis, no entanto seguiu em frente e venceu a mousesports por 3 a 1.

Com tamanha atividade a nível de campeonatos, o ranking mundial voltaria a sofrer alterações. A Vitality era agora o novo dono do 1º lugar do ranking, seguido da Heroic e NaVi. A FURIA perdia o 4º posto para a Astralis, caindo para o 7º posto. A Team One subia ao 22º lugar enquanto a MIBR re-entrava no top30, sendo agora a 25º equipe do mundo.

Dezembro

Praticamente apenas com mais dois grandes campeonatos pela frente, dezembro começou com a notícia da dispensa definitiva de fer por parte da MIBR. O jogador estava no banco e ainda com contrato por parte da organização mas em 1º de dezembro, fer foi libertado pela organização. Semanas mais tarde, fer iria jogar (substituindo felps) e vencer um campeonato presencial na Argentina pela BOOM.

Tal como a 100 Thieves, também a Chaos anunciava o fim da sua continuidade no CS:GO. O time vinha obtendo bons resultados mas a decisão em partir do cenário competitivo já estava tomada.

Como resposta à rápida ascensão de VALORANT, a Valve lança novamente uma Operação, a Broken Fang. Foram quase 2 anos sem qualquer conteúdo novo no CS:GO que chegava agora em forma de uma nova operação. A Valve, também anunciou o cancelamento do Major de CS:GO que estava previsto para 2021.

Com as finais da BLAST Fall em andamento e com a FURIA representando o Brasil, a equipe de arT não conseguiu ir além da segunda rodada dos playoffs, depois de perder no primeiro jogo frente à G2 (2-1) e de apesar de ter vencido a OG na lower bracket, iria cair aos pés dos Ucranianos da NaVi. A Grande Final foi disputada entre Vitality e Astralis com os franceses levando a melhor sobre os dinamarqueses.

Restava o IEM Global Challenge, o último evento do ano. FURIA novamente no Grupo B, onde infelizmente não conseguiram passar para a fase seguinte. BIG e Astralis garantiram os playoffs no Grupo A, enquanto NaVi e Liquid foram os times que seguiram no Grupo B. Já nos playoffs, Astralis e Liquid venceram os seus jogos, encontrariam-se na final e numa vitória fácil viu os Dinamarqueses vencer por 3-0 e assim conquistarem o último torneio do ano.

Nota para Twistz, que logo após a partida anunciou que estaria de saída da Liquid, com FalleN a ser um dos principais nomes falados para substituir o Canadense no time.

No ranking mundial, o ano acaba como começou com os Astralis no topo, com Vitality e NaVi logo atrás na 2ª e 3ª posições. FURIA acabou como a 6ª melhor colocada, a MIBR ficou na 21ª posição enquanto a Team One completa o lote de times brasileiros no 24º posto.

Um ano bastante diferente do habitual no que toca a CS:GO. Por conta da pandemia, campeonatos cancelados, a serem jogados online, times a desconectarem-se do CS:GO para olharem para o VALORANT, jogadores a seguirem o mesmo caminho, foi um mundo estranho este ano de 2020.