O valor de adesão para uma organização que queira ser uma franquia no CBLoL a partir de 2021 irá de 4 milhões de reais a 4 milhões e 400 mil. A informação, lançada anteriormente pelo Globo Esporte, foi confirmada pelo Diretor de Esports da Riot no Brasil, Carlos Antunes, em entrevista exclusiva ao ESPN Esports Brasil.
De acordo com Antunes, a vaga no sistema de franquias do CBLoL custará 4 milhões de reais para as organizações que tiveram contrato e parceria com a Riot Games em 2020 — ou seja, as 15 organizações que fizeram parte do CBLoL e do Circuito Desafiante nesta temporada competitiva.
Já para organizações que não estavam ligadas à Riot anteriormente, o valor será de 4 milhões e 400 mil, 10% a mais. O diretor explica: “essa diferença é uma prática de mercado, as outras franquias da riot também aplicaram uma diferença. A justificativa é reconhecer o valor que foi investido pelas equipes parceiras que trabalharam com a Riot e construíram o CBLoL, que agora está indo a mercado”, esclarece.
Ele diz que o valor adicional a novas organizações terá como destino “projetos que dão retorno direto à própria liga”, como um projeto de incentivo à meritocracia por desempenho internacional ou caminhos executivos que beneficiem as franquias.
POR QUE 4 MILHÕES?
Carlos reconhece que o valor é mais baixo que o de outras regiões competitivas — enquanto a LCS, por exemplo, teve um valor-base de 10 milhões de dólares, o CBLoL vem a mercado por menos de 1 milhão de dólares na cotação atual — mas esclarece que o cálculo faz sentido para a realidade do Brasil e a capacidade de gerar retorno para as organizações.
“O valor é mais baixo que o das outras regiões, mas a conta fizemos para ver se isso faria sentido ou pesaria sobre as organizações não é tão diferente do que foi feito nas outras regiões. O nosso mercado no Brasil tem a capacidade de monetizar esportes, desde o futebol aos esports, muito diferente de lá de fora”, diz, evidenciando que as características de mercado dos EUA e do Brasil são diferentes.
O diretor afirma que, se a liga estabelecesse um valor muito alto de adesão, ela correria risco de não gerar um retorno proporcional às suas franquias. “Nossa grande preocupação foi não estabelecer um valor muito alto, a ponto de descapitalizar os times no momento inicial e nem gerar uma expectativa de retorno financeiro que não seja capaz de atender a esse patamar”, expõe.
CBLOL COM 10 TIMES
O diretor de Esports da Riot garantiu que a empresa dimensionou o CBLoL para ter 10 times em 2021, e que a liga está pronta para esta quantidade de equipes. Entretanto, a definição final dependerá da quantidade de inscrições e qualidade da seleção feita pela organizadora.
“A nossa ideia não é [necessariamente] ter 10 times, e sim ter times bons, comprometidos com o futuro da liga e com seus próprios planos. Então podemos começar com 8 times, dependendo das inscrições. Mas estamos preparados, em questão de grade de transmissão, mudança de lógica de estúdio, modelo financeiro, para começar com 10 times”, crava Antunes.
PISO SALARIAL
Carlos Antunes confirmou ainda a informação de que o piso salarial será de R$2,5 mil reais, mas reforçou que este é um valor base, e não um teto — este será definido pelos times nas contratações. O valor de 2500 reais é o mesmo praticado pelo CBLoL em 2020 como piso salarial.
“A gente definiu um valor mínimo (...) para garantir que jogadores Academy, reserva ou qualquer um que esteja começando uma carreira tenham uma condição mínima de piso salarial como ponto de entrada na carreira. Para cada ano, a gente vai aumentando esse piso, a medida que o sucesso da liga acontece”, argumenta.
“Para o segundo ano, 2022, a visão é que esse salário aumente para 3 mil por mês, e a partir daí já passa a ser uma decisão de colegiado da Riot com os dirigentes das organizações que fazem parte da franquia. Esse valor é para todos os jogadores contratados e inscritos, seja na liga principal ou secundária, e ele também prevê um processo que aumenta à medida que o negócio dê certo e o próprio mercado pede isso”, afirma.
A entrevista completa com Carlos Antunes será publicada no Chat Aberto, podcast de entrevistas do ESPN Esports.
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