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Por conta da rivalidade, jnt acredita que Isurus e Detona vão enfrentar Sharks 'com sangue nos olhos'

Jnt e Sharks vivem ótimo momento após mudança para os EUA HLTV.org

Equipe brasileira que mais vem chamando a atenção competindo nos Estados Unidos, a Sharks estreia na divisão norte-americana da ESL Pro League (EPL) de Counter-Strike: Global Offensive nesta quinta-feira (17) tendo pela frente Detona, Isurus Gaming e Infinity - equipes estas que, na opinião de jnt, entrarão com “sangue nos olhos” nos duelos contra os Tubarões.

“Eu acho que essas equipes vão vir com muita vontade de nos vencer. Nossos adversários de grupo vão vir com muito sangue nos olhos para nos ganhar. A Isurus por causa dos argentinos e também por conta da rivalidade existente, enquanto a Detona por conta da polêmica envolvendo nossa classificação porque um dos jogadores deles foi um dos que mais se indignaram pelo o que aconteceu”, afirmou o capitão em entrevista ao ESPN Esports Brasil.

As equipes sul-americanas, inclusive, são as apontadas por jnt como as principais adversárias da Sharks: “Detona é um dos melhores times do Brasil, sendo um time que possui um estilo de jogo bem diferente. Isurus também é muito boa, possuem um jogo muito tático e era bastante difícil de jogar contra eles”.

Apesar de ser companheiro de um ex-Isurus, jnt revelou que nunca chegou a pedir “dicas” sobre o time argentino para meyern. Brincando, o capitão disse que espera que nesse duelo contra os hermanos a “Lei do Ex” prevaleça a favor de próprio time, isto é, com a Sharks batendo o representante da Argentina.

Mesmo com os bons resultados que a Sharks vêm obtendo competindo no cenário norte-americano, jnt não enxerga a equipe sendo a favorita do Grupo D. Sincero, o jogador disse que não gosta do rótulo: “Não existe favoritismo. A gente foi jogar uma seletiva no Brasil e perdemos para essas equipes. São times muito bons, com estilo de jogo diferentes, mais solto. Os quatro times do grupo possuem capacidade de avançar de fase, mas estamos indo com a cabeça de que vamos dar o nosso melhor e ir atrás dessa vaga”.

“Eu não sou muito fã desse rótulo de favorito porque, hoje, o CS vive uma fase de que o time que ganha é quem trabalha melhor e entrar com a mentalidade certa. Estamos trabalhando bem para entramos com a mentalidade certa e ganharmos”, completou.

Jnt, contudo, acredita que o fato da Sharks estar competindo nos EUA possa ser um diferencial sim para o torneio: “A gente tem mais time para treinar, treinamos contra as equipes do ‘Tier1’. Acredito que tenhamos essa vantagem do treino, só que eu prefiro não falar que a gente vai entrar no jogo e ser favorito. Vão ser jogos difíceis, onde qualquer um pode vencer”.

ATUAL MOMENTO

Há mais ou menos uns dois meses nos Estados Unidos, a Sharks vive um ótimo momento. Além de ter se classificado para a divisão norte-americana da EPL, a equipe também avançou para a Final Mundial o Esports Championship Series (ECS) após fechar as duas primeiras semanas da liga destinada à América do Norte com a maior premiação arrecadada entre os participantes.

Jnt analisou o primeiro momento competindo nos EUA como “positivo”, tendo em vista que o “cenário norte-americano é muito melhor para se competir”. O capitão aproveitou também para elogiar a contratação dos argentinos meyern e Luken.

Sobre a classificação para a próxima fase do ECS, jnt disse de forma lúcida que “ninguém espera montar um time e, com um mês, estar ganhando vaga para um campeonato ‘Tier1’. Aconteceu e a gente sempre tenta manter a cabeça no lugar para não deixar o sucesso extrapolar. O bom é que a gente perdeu algumas vezes e isso foi importante para mantermos o pé no chão e sabermos que temos que continuar trabalhando se quisermos manter um ritmo bom de participação de campeonatos para alcançarmos o ‘Tier1’".

Essa não é a primeira vez que jnt está em outro continente competindo pela Sharks. No ano passado, em vários momentos, o jogador e a equipe passaram por períodos na Europa. Em rápida comparação, o brasileiro apontou que “o cenário norte-americano é muito mais fácil”. O ponto-chave, de acordo com o capitão “é que aqui a gente não tem desvantagem de ping. Na Europa ficávamos em Portugal e tínhamos esse problema em relação a outros times. Por exemplo, se jogássemos contra um time alemão, provavelmente iríamos jogar com ping 60 enquanto eles estariam com ping 8. Aqui nos EUA não temos isso. Então, os jogos são mais equilibrados, são mais justos”.

Questionado sobre quando foi que a Sharks fez a melhor apresentação nessa nova fase que a equipe vive, jnt apontou para o duelo contra o cloud9 pela semifinal da Semana 2 do ECS norte-americano: “Começamos perdendo a série no mapa que era nosso pick, mas conseguimos manter a cabeça e viramos. A forma que jogamos esse confronto é aquela que quero a Sharks jogue todo o jogo”.

Apesar da classificação antecipada a Sharks não conseguiu vencer nenhuma das duas semanas que disputou. A primeira decisão da equipe foi contra o Evil Geniuses (antigo NRG), o qual o capitão falou que essa equipe "está numa fase muito boa e por isso estão com resultados bons. Os caras são muito bons e possuem um estilo que mistura agressividade com tático”.

Mas diante ATK o brasileiro acredita que a equipe não entrou com a mentalidade correta: “Na semifinal a gente já tinha feito o nosso papel, garantindo a classificação, e no final acho que a gente não entrou com a mentalidade certa. Depois do jogo conversamos e vimos que entramos e vimos que entramos com a mentalidade errada”.

CLASSIFICAÇÃO POLÊMICA

A Sharks chegou a divisão norte-americana da EPL como campeã da seletiva destinada ao norte da América Latina. A participação da equipe nesse classificatório não foi bem vista por algumas pessoas da comunidade brasileira.

Mas de acordo com jnt o episódio não coloca um peso extra em cima da Sharks: “É só mais um campeonato. A gente vai lá jogar. Se perder, é correr atrás para melhorar. Se ganhar, ganhou. Pelo menos, pra mim como jogador, não bota pressão nenhuma. É apenas mais um campeonato que estou indo participar”.

Jnt aproveitou o momento para bater na tecla de que a Sharks não burlou nenhuma regra. “A ESL liberou para gente jogar. Tiraram a vaga da América do Sul e acredito que nenhum time tenha questionado eles sobre isso. A gente foi para o México, fizemos nosso trabalho em condições que outros jogadores não jogariam. Fomos lá e ganhamos”.

O jogador explicou ainda mais a situação dizendo que a organização sempre esteve em contato com a ESL para saber sobre a seletiva sul-americana. Nesses contatos, de acordo com jnt, a ESL mencionou que a vaga destinada à América do Sul tinha sido cancelada e a Sharks, indignada, ficou questionando até que apareceu a tal seletiva e o clube retrucou que tinha direito de participar, o que foi dado pelos organizadores.

“O diferencial foi que a Sharks correu atrás da ESL, que deu permissão. Acho que se outros times soubessem dessa vaga, eles também iriam querer participar. A Sharks nos avisou que iríamos jogar e como jogadores, fizemos nossa parte”, finalizou