A lesão de Rodrygo, confirmada na terça-feira (3), pelo Real Madrid, tirou o jogador de 25 anos da Copa do Mundo de 2026. Agora, Carlo Ancelotti terá de encontrar outro atacante para ocupar a vaga que parecia estar garantida ao “Raio”.
Um desfalque importante como esse, faltando menos de 100 dias para o início da competição, nos faz relembrar de jogadores que se lesionaram antes das Copas disputadas pela seleção brasileira.
Para a edição de 2022, no Qatar, por exemplo, Guilherme Arana sofreu uma grave lesão meses antes do início da competição e ficou de fora.
Indo mais para o passado, em 2002, Ronaldo conseguiu superar uma grave lesão no joelho (sofrida em 2000) e voltar há tempo para decidir o pentacampeonato. Em 1998, Juninho Paulista, titular no time de Zagallo, se lesionou meses antes do início da Copa na França.
Cortes na seleção brasileira após lista final da Copa do Mundo
Desde a edição de 2006, disputada na Alemanha, a seleção brasileira não precisou cortar nenhum jogador após a convocação final para a Copa, passando ileso em 2010, 2014, 2018 e 2022.
Entre os cortados já com a lista definida, o último foi o meio-campista Edmílson. Campeão em 2002, o ex-Barcelona rompeu o menisco do joelho durante um jogo-treino já na convocação e precisou ser substituído por Mineiro para a Copa de 2006.
Na edição anterior, em 2002, foi a vez de Emerson ser cortado após se lesionar um rachão que participava como goleiro, na véspera da estreia brasileira. Ricardinho, ex-Corinthians, foi chamado em seu lugar.
Em 1998, Romário, Márcio Santos e Flávio Conceição foram tirados da lista por diferentes problemas físicos durante o período de preparação. O Baixinho teve uma lesão na panturrilha, se colocou à disposição, mas não foi chamado. Seu substituto foi Emerson.
Já em 1994, Mozer foi cortado por conta de uma hepatite, e Ricardo Gomes por um estiramento.
Os cortes brasileiros nas histórias das Copas seguem com Mozer e Cerezo, tirados da lista de 1986 por problemas físicos. Careca, em 1982, saiu por conta de uma lesão na coxa. Roberto Dinamite foi em seu lugar.
Nos anos 70, Nunes e Zé Maria foram cortados às vésperas da Copa de 1978, e Clodoaldo e Wendell na edição de 1974.
Em 1970 (primeira Copa com a permissão de trocas na lista), Rogério, que tinha status de titular naquela seleção, foi cortado por dores musculares e acabou virando um “espião” do Brasil na conquista do tri.
