Seleção brasileira não pensou em seguir times europeus que cogitaram usar cores do arco-íris em braçadeira de capitão na Copa do Mundo do Qatar
As braçadeiras de capitão com as cores do arco-íris, em apoio à causa LGBTQIA+, foram um dos assuntos de segunda-feira na Copa do Mundo, depois que as seleções europeias que usariam o adereço no Qatar voltaram atrás na decisão sob o risco de punições esportivas da Fifa.
Na seleção brasileira, o tema até chegou a ser conversado com Thiago Silva, provável dono da braçadeira na estreia, mas em nenhum momento a ideia ganhou força nos bastidores.
Segundo o presidente da CBF e também chefe da delegação do Brasil no Qatar, Ednaldo Rodrigues, a seleção seguirá as regras da Fifa, evitando misturar questões políticas e sociais com o futebol.
"Se nós estamos convidados para ir na casa dos outros, temos que seguir as regras dos outros. Se não está satisfeito, vai embora", disse o dirigente.
A braçadeira com as cores do arco-íris, porém, poderá ser vista em uma camisa da seleção brasileira nos próximos dias, mas no Rio de Janeiro. É que a CBF acertou com o Grupo Arco-Íris uma parceria para ser patrocinadora da 27ª Parada do Orgulho LGBTI+, em Copacabana, no próximo domingo (27).
No evento, uma camisa amarela gigante, com o número 24, acompanhada de uma braçadeira com as cores do arco-íris, será carregada pelos participantes da parada.
A CBF também prevê criar o "Observatório LGBTI+ no Futebol", com o objetivo de promover o enfrentamento ao preconceito no esporte, segundo comunicado divulgado pela entidade. “Este é mais um passo em busca do fim da discriminação no futebol”, escreveu.
A camisa 24 que será retratada no evento foi por muito tempo tabu na seleção brasileira, que chegou até a ser alvo de questionamentos na Justiça pelo fato de nenhum jogador utilizá-la por uma suposta ligação do número com a homossexualidade – com origem no "Jogo do Bicho".
Nesta Copa, porém, isso mudou: o zagueiro Bremer será o dono da camisa 24 do time de Tite.
