Nesta terça-feira (27), o ex-lateral Rafinha foi apresentado como novo gerente esportivo do São Paulo.
Em entrevista coletiva no CT da Barra Funda, o ex-atleta tricolor explicou os motivos de ter deixado a profissão de comentarista de TV para assumir como dirigente de um clube em grave crise esportiva e financeira.
"Estou voltando para um lugar de onde eu nunca saí. Todos sabem do carinho que tenho pelo São Paulo. É o que eu sempre fiz, mas agora sem chuteira. Agora volto para essa função de gerente esportivo. O que o Muricy (Ramalho) fez no São Paulo é insubstituível. É impossível substituir essa figura. Eu gostaria de estar ao lado dele, mas entendemos o momento dele", afirmou.
"Estou vindo com muita vontade para esse desafio. Quando a gente vê que a gente pode ajudar de alguma forma, temos que estar preparados. Quero muito ajudar. É uma nova função, mas estou em casa. Conheço todos os jogadores, funcionários, estou conhecendo a comissão técnica, tenho o carinho de todos, então acho que isso vai facilitar muito para mim no dia-a-dia", acrescentou.
"Eu estava bem tranquilo na minha casa, mas nunca deixei de acompanhar o São Paulo. Todo mundo sabe que sou são-paulino. Agora, é uma confusão boa, né? Eu fiz isso a vida toda. Gosto de estar no vestiário, dentro do estádio, vivendo esse ambiente. Eu não podia de viver esse momento, já que é difícil, e momentos difíceis são para pessoas grandes. Por isso eu estou aqui. Estava muito confortável em casa, mas não era isso o que eu queria", argumentou.
Questionado sobre como se preparou para o desafio, Rafinha lembrou sua vida "cheia de desafios" e prometeu melhoras no São Paulo, salientando que "nenhuma tempestade é eterna".
"A minha vida foi cheia de desafios. Sabendo do momento do clube, isso é o que me motivou a vir para cá. É nessa hora que a gente precisa aparecer. Quem é grande, gosta de coisas grandes. É uma convocação, não um chamado", bradou.
"Estou aqui para trabalhar. Sei do momento que o São Paulo está vivendo, sou bem ciente do que está acontecendo no clube. Mas se tratando de São Paulo, temos que olhar para frente, pensar grande. Não é porque está com esses problemas extracampo que deixou de ser um clube gigante, que é respeitado e já foi referência para todos por muitos anos", continuou.
Ex-jogador é oficialmente apresentado como gerente esportivo nesta terça-feira (27) em entrevista coletiva
"Sabendo de tudo o que está acontecendo, eu escolhi estar aqui. Não existe tempestade eterna, nem fase boa eterna. A gente sabe como é o futebol. Eu estou com o cheiro da grama ainda. Acho que vou ter o apoio de todos e estou preparado para este momento", complementou.
Falando mais sobre o que fará no dia-a-dia na Barra Funda, o ex-jogador explicou suas funções e ressaltou que terá voz ativa em decisões importantes de bastidores.
"Essa questão é simples: eu vou fazer essa função deste elo entre diretoria, jogadores e comissão técnica. No momento, é o que o São Paulo mais precisa, o futebol. A prioridade é o futebol. Neste momento, essa é a minha função, de fazer essa blindagem no CT da Barra Funda para o futebol", observou.
"Claro, como vou estar nessa função, estarei junto com o Rui (Costa) e o presidente (Harry) Massis, então, normalmente, vou estar participando dessas situações. Mas a minha parte principal é o futebol, é o campo, é o que eu sei fazer melhor", pontuou.
"Tenho certeza de que tudo o que tiver, vai ser consultado, tenho essa experiência, conheço muita gente no futebol, vivi 23 anos dentro de vestiário e campo, sei muito bem. O que for necessário, o que eu puder ajudar, tenho certeza que vão me consultar, sim, para que a minha opinião também seja valiosa", finalizou.
Próximos jogos do São Paulo:
Flamengo (C) - 28/01, às 21h30 (de Brasília) - Campeonato Brasileiro
Santos (C) - 31/01, às 20h30 (de Brasília) - Campeonato Paulista
Santos (F) - 04/02, às 20h (de Brasília) - Campeonato Brasileiro
