O atacante Pedrinho, que responde a um caso de violência doméstica contra a sua ex-namorada, Amanda Nunes, teve o seu contrato com o São Paulo - que ia até o fim de 2023 - rescindido e não poderá mais jogar pelo clube. O anúncio foi feito nesta sexta-feira pelo Tricolor Paulista.
Horas depois, Pedrinho decidiu vir a público. E de maneira crítica. Em nota publicada em sua rede social, já no final desta noite, o atleta de 23 anos fala em injustiça e se diz vítima.
Leia a nota completa do agora ex-jogador do São Paulo:
"Em virtude da injusta rescisão contratual, anunciada pelo São Paulo Futebol Clube, venho a público declarar que a decisão se mostra incompreensível diante da realidade dos fatos.
Desde o dia 3 de março, em comum acordo, eu e o clube entendemos que era melhor demonstrar que, em realidade, fui vitima, o que, recentemente, se concretizou com o deferimento das medidas protetivas a meu favor. Eu vinha treinando normalmente com o elenco principal. Inclusive, realizei todas as atividades de hoje, junto com os meus companheiros.
Nunca deixei de cumprir minhas obrigações e sempre exerci, com profissionalismo e alto rendimento, meu contrato, aguardando o momento de ser relacionado, novamente, para as partidas.
Infelizmente, a rescisão contratual foi baseada em criminoso vazamento seletivo de antigas e editadas mensagens, que desobedeceu a medida judicial existente a meu favor. Aguardava, como aguardarei, o arquivamento da caluniosa acusação contra mim lançada.
Reitero, mais uma vez, respeitando os limites do segredo de justiça imposto ao caso, que não agredi ninguém, mas, sim, fui agredido, o que, no meu entendimento, me torna apto a exercer minha profissão."
Fora do São Paulo
Pedrinho, de 23 anos, estava emprestado ao São Paulo até o fim de 2023, cedido pelo Lokomotiv Moscou, da Rússia.
"O São Paulo Futebol Clube informa a rescisão de contrato com o atacante Pedrinho. A medida foi tomada pelo Clube após criteriosa e detalhada avaliação realizada pelos departamentos Jurídico e de Compliance, à luz dos fatos conhecidos a respeito do caso envolvendo o jogador", disse o São Paulo, em comunicado publicado durante a tarde desta sexta.
O caso
A ESPN revelou o depoimento dado por Amanda à polícia em 27 de fevereiro, onde ela diz que o jogador "explodia" sem motivos e que havia "puxões de cabelo e socos". O pior aconteceu justamente no dia em que o Boletim foi registrado.
Os dois estavam juntos quando Pedrinho “estourou”, jogou o celular em Amanda, atirou as maquiagens dela no chão e a bolsa no lixo. O próprio atleta teria terminado o relacionamento entre eles e ido embora.
Horas depois, porém, Pedrinho se arrependeu e chamou Amanda para jantar. Ela pediu que novas maquiagens fossem compradas e ele novamente explodiu.
Pedrinho teria começado a xingá-la, a chamou de prostituta e chegou até a ameaçá-la de morte. Segundo o depoimento, o jogador teria dito que a mataria e daria um sumiço nela sem ninguém ficar sabendo se ela relatasse o que aconteceu para alguém.
Depois disso, o atleta ainda teria dado socos e tapas no rosto e nas costas, além de puxar o cabelo da namorada. Ele ainda a teria levado a um estacionamento para tentar ter relações sexuais. Com a negativa, voltou a agredi-la.
Desde que o caso veio à tona, Pedrinho ficou apenas treinando com o elenco, conforme a lei determina, mas foi afastado das partidas. Seu último jogo foi em 25 de fevereiro, contra o São Bernardo, pelo Paulistão.
Ele fez 10 jogos pelo São Paulo, marcando 10 gols, um deles uma verdadeira pintura contra a Inter de Limeira.
