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Atacante da Ferroviária jogou semi de Libertadores no São Paulo e saiu após 13 jogos: 'Não tive oportunidade de jogar na minha'

São Paulo encara a Ferroviária nesta quinta-feira, pela segunda rodada do Campeonato Paulista, após tropeço na estreia com o Ituano, no Morumbi


Jogar uma semifinal de Conmebol Libertadores com estádio lotado, por um dos mais tradicionais clubes do continente, meses depois de ter se destacado em um time menor. Essa é a história que muitos jogadores gostariam de viver no futebol mundial. Ytalo pode bater no peito e dizer que sua trajetória é exatamente assim.

Hoje na Ferroviária, o atacante teve passagem rápida pelo São Paulo em 2016, em uma história que não acabou da maneira como ele sonhava. Nesta quinta-feira (19), ele reencontra o Tricolor, em partida marcada para 19h30 (de Brasília), em Araraquara, pela segunda rodada do Campeonato Paulista.

Ytalo foi contratado pelo São Paulo em maio de 2016, semanas depois de, pelo Audax, destruir o clube da capital com dois gols nas quartas de final do Paulista. O atacante acabou a campanha do Audax com o vice-campeonato estadual, marcando seis gols, e chegou como alternativa para reforçar o time de Edgardo Bauza.

Pela boa fase no Audax, Ytalo logo ganhou oportunidades no Morumbi. Seu gol saiu logo no terceiro jogo, o primeiro como titular, na vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, no Mineirão. Um mês depois, ganhou a chance da vida, ao ser o escolhido para atuar na vaga de Paulo Henrique Ganso, machucado, na semifinal da Libertadores contra o Atlético Nacional.

"Não lembro muito bem como descobri que ia jogar", contou Ytalo ao ESPN.com.br. "Bauza não era de falar muito sobre quem ia jogar, só na hora do treinamento. Eu era totalmente diferente do Ganso, tanto que joguei como segundo atacante, mas foi uma experiência muito boa, apesar da derrota".

Ytalo atuou ao lado de Jonathan Calleri por 63 minutos, quando foi substituído por Alan Kardec. O São Paulo perdeu por 2 a 0, dois gols de Miguel Borja, e viu a esperança de chegar à final acabar na semana seguinte, com nova derrota, dessa vez por 2 a 1, na Colômbia.

"Foi uma pena que perdemos, mas é uma grande experiência jogar uma semifinal de Libertadores. Joguei uma Europa League em Portugal, para classificar também, mas acredito que Libertadores é totalmente diferente, outra atmosfera".

A eliminação na Libertadores marcou a saída de Calleri para o futebol europeu, o que abriu a oportunidade para Ytalo, enfim, jogar como centroavante, sua posição de origem. O camisa 37 foi escalado como titular no clássico com o Corinthians e achou que teria uma sequência, mas uma lesão no joelho atrapalhou o sonho.

"Não tive oportunidade de jogar na minha, às vezes era escalado de ponta e às vezes no meio. Única oportunidade [de jogar como centroavante] foi contra o Corinthians, quando tive a minha lesão. O Calleri tinha sido negociado. Fiz um bom jogo lá, achei que ia ter sequência, até porque o Gilberto tinha acabado de chegar. Só fica a frustração de sair daquela forma", disse Ytalo.

"Acho que sim [teria sucesso no São Paulo], até porque eu vinha numa sequência muito boa no Audax. Forma diferente de jogar taticamente, mas daria muito certo. O Cueva estava bem, momento especial, ia ajudar bastante. Daria liga", completou o atacante, que hoje revê o Tricolor e também Calleri, aquele com quem atuou por alguns meses no Morumbi.

"O Calleri evoluiu muito, já fazia muitos gols na época. Mas em termo tático, em posicionamento, ele teve tempo na Europa e isso aprende muito mais coisas. Conversei com ele quando nos enfrentamos, e eu estava no Red Bull, e dá para ver nitidamente que ele está", completou Ytalo, que encerrou sua passagem pelo Tricolor em janeiro de 2017, com só 13 jogos.