Desde 2019 na Europa, Rodrygo é mais uma revelação das categorias de base do Santos. E apesar de ter jogado pouco tempo no profissional do Peixe, o atacante segue acompanhando aos jogos do ex-clube.
Em entrevista ao programa Boleiragem, do Sportv, nesta segunda-feira (17), o camisa 11 do Real Madrid revelou que, apesar do fuso horário, sempre que possível assiste às partidas do Alvinegro Praiano. O atacante também citou o momento ruim da equipe, que está na segunda metade da tabela do Brasileirão e, recentemente, foi eliminado na CONMEBOL Sul-Americana e sequer foi à fase final do Paulistão.
"Eu vejo todos os jogos. Ultimamente estou sofrendo um pouquinho porque não está legal, mas eu sempre acompanho, sempre torcendo pelo Peixão. Tem uns (jogos) que é mais difícil, porque é às 2h, 3h da manhã, então já estou dormindo, para treinar no outro dia. Tem um pessoal que eu joguei ainda (no Santos), tem pouco, mas ainda tem. Tento não tocar no assunto (momento do time) porque é meio delicado, mas estou sempre acompanhando, sempre torcendo", começou por dizer.
Ainda sobre o futebol brasileiro, Rodrygo também tocou em um ponto negativo que tem ganhado as manchetes: a violência. E o atacante revelou que o fato afasta, não só ele, mas outros jogadores de voltarem ao país após carreira na Europa, assim como "acelera" a saída de alguns atletas. O ex-Santos ainda fez um paralelo da situação com o Real.
"Não acontece só no Santos, está acontecendo em muitos lugares. É uma coisa que a gente acaba perdendo um pouco o encanto que a gente tem pelo Brasil. A gente cresce e aí começa a viver em outro país, e ver tudo isso que está acontecendo. Às vezes eu tinha o pensamento 'quero voltar para o Brasil mais para frente'. Aí você já começa a pensar e ver com outros olhos, mas realmente é uma coisa muito triste, mas vamos torcer sempre que melhore", disse.
"Ganhar nunca é um problema. A Champions passada a gente (Real Madrid) perdeu, então já tem muita pressão para ganhar a próxima. A outra a gente ganhou, aí a gente perdeu a da temporada passada, aí a gente já entra na temporada sabendo que, se não ganhar a Champions, vai ser uma encheção de saco, vai ser muita pressão, mas, claro, nada no nível do que tem acontecido aqui no Brasil. O pessoal acaba respeitando um pouco mais, principalmente as famílias e tal, que a gente vê aqui que é ao contrário", prosseguiu.
"Eu sempre tive o sonho de jogar na Europa, de jogar no Real Madrid, mas às vezes vem a proposta e você fala 'não, quero ficar mais um tempo aqui no Brasil'. Só que vendo toda essa situação, você já nem pensa mais. Acho que para todos os jogadores, parece que só está piorando. Na minha época era de um jeito, agora está pior. Por isso chega proposta para o jogador e eles já saem. É aquilo, não tem muito o que fazer, transmitir uma mensagem que faça eles, de alguma forma, mudar o pensamento porque o nosso futebol é muito rico, têm muitos craques jogando aqui. Poderia ser uma coisa muito bonita, às vezes é só essas pequenas coisas que acabam atrapalhando", finalizou.
Próximos jogos do Santos
Botafogo (C) - domingo (23/07), 16h - Brasileirão
Fluminense (F) - sábado (29/07), 16h - Brasileirão
Athletico-PR (C) - sábado (05/08), 16h - Brasileirão
