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Comitê de arbitragem admite erro contra o Real Madrid; clube montou dossiê para protestar na Fifa

O comitê de arbitragem da Espanha admitiu que Dean Huijsen não deveria ter sido expulso na vitória do Real Madrid por 2 a 1 sobre a Real Sociedad no último sábado (13).

O zagueiro recebeu vermelho direto aos 32 minutos do primeiro tempo ao interromper um contra-ataque puxando Oyarzabal perto da linha do meio de campo. O árbitro interpretou que ele era o último defensor e que a falta havia negado uma clara oportunidade de gol.

O técnico Xabi Alonso afirmou que a explicação do árbitro não convenceu muito, enquanto a Real Madrid TV anunciou que o clube estava "compilando um dossiê" sobre erros de arbitragem no último ano para enviar à Fifa.

Na última divulgação do comitê de arbitragem, foi admitido que o árbitro tomou uma decisão errada.

"Essa passagem da jogada nos mostra a diferença entre um ataque promissor e uma oportunidade clara de gol", disse a narração da porta-voz Marta Frias.

"O conceito-chave é que a interpretação da presença e distância de um segundo defensor pode mudar a punição de um cartão amarelo para um vermelho direto. O árbitro mostra o vermelho acreditando se tratar de uma clara oportunidade de gol. A ação apresenta dois cenários possíveis, dependendo de um segundo zagueiro do Real Madrid, essencial para a jogada. Se acreditarmos que ele poderia chegar e disputar a bola, a punição adequada deveria ser um amarelo, por um ataque promissor", seguiu.

"Se, como o árbitro interpretou, a distância torne impossível para ele disputar a bola, é uma clara oportunidade de gol, sendo punido com expulsão. Esses dois cenários estão abertos à interpretação e, portanto, este comitê entende que não atendem 100% aos critérios necessários para negação de oportunidade de gol, e a punição mais apropriada seria um amarelo", continuou.

"Em relação ao VAR, devemos lembrar que ele só deve intervir em erros claros, óbvios e manifestos", disse no vídeo. "Essa jogada se enquadra no que chamamos de zonas cinzentas, que admitem mais de uma interpretação. Portanto, a decisão deve ser do árbitro de campo, e o VAR agiu corretamente em não intervir", completou.

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