Carlo Ancelotti falou pela primeira vez após ser indiciado pelo Ministério Público da Espanha sob acusação de fraudes fiscais entre 2014 e 2015.
Em entrevista à emissora Movistar após classificação na Champions League, o técnico do Real Madrid esclareceu que a denúncia foi feita por conta de uma falha de comunicação e se defendeu.
"É uma história velha com a declaração (de impostos) de 2015, quando o Ministério da Espanha me classificou como residente. E eu considero que não era residente na época, já paguei a multa", disse.
"Na verdade, agora é hora de os advogados acharem uma solução. Estou convencido que sou inocente, porque eu não era residente. Eles acham que sim, então, vamos ver qual será o resultado", completou.
O treinador do Real Madrid é acusado de fraudes fiscais na ordem de 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,3 milhões) em impostos sobre recebidos em direitos de imagem entre 2014 e 2015, na primeira passagem à frente da equipe espanhola.
O órgão alegou em comunicado que, embora o italiano fosse residente na Espanha para os efeitos fiscais e tivesse apresentado suas declarações no país no período, omitiu rendimentos auferidos através dos seus direitos de imagem.
O Ministério Público acusa Ancelotti de fingir transferir os seus direitos de imagem a entidades sem atividade real fora de Espanha para evitar o pagamento de impostos.
“O Tesouro espanhol calculou o prejuízo incorrido tendo em conta rendas e rendimentos omitidos e reembolsos obtidos em 1.062.079 euros (386.361 euros no ano fiscal de 2014 e 675.718 euros no ano fiscal de 2015)”, acrescentou o procurador.
As autoridades espanholas perseguiram outras celebridades por suspeita de evasão fiscal, incluindo jogadores como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Diego Costa.
Todos liquidaram e pagaram multas pesadas. Em 2016, Lionel Messi foi condenado por fraude fiscal e multado para evitar pena de 21 meses de prisão. Cristiano Ronaldo confessou-se culpado de fraude em 2019, e concordou em pagar uma multa de 19 milhões de euros.
