<
>

Goleiro do PSG que ficou em coma fala em 'milagre' e sonha com permanência no clube: 'Gostaria de retribuir'

Sergio Rico, goleiro do PSG, deixa o hospital em Sevilha após ter alta CRISTINA QUICLER/AFP via Getty Images

Em entrevista ao Canal+, o goleiro Sergio Rico, do PSG, disse que "sonha" em voltar em breve ao futebol profissional.

Em maio do ano passado, o espanhol sofreu um acidente ao cair de um cavalo e se machucou com gravidade, ficando em coma na UTI por cerca de um mês.

Ele só teve alta em agosto, deixando o hospital em que ficou internado em Sevilha e dando sequência à recuperação física em casa.

De acordo com Rico, ele quer tentar voltar aos treinos no final de fevereiro, brigando depois por posição na meta do Paris.

"Se tudo der certo, é isso que eu desejo. Mas o mais importante é voltar ao ambiente de competição para poder ficar ao lado dos meus companheiros de equipe", afirmou.

O arqueiro também contou que ficou emocionado ao saber que não seria forçado a se aposentar por causa do acidente.

"Lembro que, na cama do hospital, perguntei ao médico se eu poderia voltar a jogar profissionalmente um dia. Ele ficou bastante surpreso, mas disse que sim. Eu quase pulei da cama (risos)!", brincou.

Sergio ainda destacou que ele só sobreviveu ao acidente por ser atleta profissional.

"A verdade é que eu devo tudo ao futebol, a minha vida toda. O médico me explicou que minhas artérias eram mais resistentes que as de uma pessoa 'normal', que não pratica tanto esporte. Se eu não fosse um jogador profissional, é provável que eu tivesse morrido", relatou.

O goleiro disse estar plenamente recuperado e ressaltou que a equipe médica trata seu caso como um "milagre".

"Eu já recuperei todo o peso que perdi, assim como a massa muscular. Não tenho qualquer sequela ou problemas de memória. Os médicos falaram que posso ter um pouco de problemas de equilíbrio no começo, mas estou bem. É quase um milagre o fato de eu estar tão bem", exaltou.

Com contrato até o meio do ano com o PSG, agora ele torce por uma renovação de contrato para poder "retribuir" ao clube e aos torcedores.

"Fica a critério do clube se eles vão querer renovar ou não. Eu espero que sim, adoraria isso. Eu amo Paris. Recebi muito amor nos últimos meses e gostaria de retribuir com meu trabalho", finalizou.

Próximos jogos do PSG