O Tottenham vive dias de incerteza e pressão na Premier League e o nome da vez nos bastidores é o de Sean Dyche.
No entanto, o treinador de 54 anos — recentemente demitido pelo Nottingham Forest e agora atuando como comentarista — tratou de frear as especulações com uma dose de ironia tipicamente britânica. Ele vinha sendo cotado no Tottenham.
"É genial, honestamente. Eu estava no pub perto de casa e um cara chega e diz: 'Você não deveria estar em reunião com o Spurs hoje à noite?'. Eu respondi: 'Estou sentado aqui do seu lado tomando uma Guinness, então é pouco provável — a menos que você trabalhe para o Tottenham!' É altamente improvável. Não estou em negociações."
Apesar de negar os contatos, Dyche não poupou elogios à estrutura do clube londrino, citando inclusive memórias afetivas, como o gol de Ricky Villa na final da Copa da Inglaterra de 1981.
"Tento ser respeitoso porque o Tottenham é um clube brilhante, gigante. Quando você é técnico, sabe que será questionado sobre essas vagas. Se você não diz 'não', dizem que está interessado; se diz 'não', dizem que você quer na verdade. O que se pode dizer?", desabafou.
O tom leve de Dyche contrasta com a realidade desesperadora dos Spurs. O time atravessa um jejum incômodo de 13 jogos sem vencer na Premier League, uma queda livre que colocou o clube na 17ª colocação, com 30 pontos, apenas um acima do West Ham, que abre a zona de rebaixamento.
