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Zagueiro do United detona acréscimos 'eternos' na Inglaterra e dispara contra dirigentes: 'Por que nossa opinião não é ouvida?'

O zagueiro Raphaël Varane, do Manchester United, detonou as autoridades do futebol inglês por "ignorarem as preocupações dos jogadores" e "aumentarem a carga de trabalho das partidas" ao introduzirem novas regras para diminuir o desperdício de tempo nos jogos, o que fez os tempos de acréscimo serem elevados de maneira considerável.

Como parte do novo regulamento, os árbitros poderão dar como acréscimo o tempo exato perdido em comemorações de gols, substituições e lesões. Em temporadas anteriores, a política era dar um "tempo estimado" de acréscimo.

Isso já foi visto no duelo entre Arsenal e Manchester City, no último domingo (6), pela Supercopa da Inglaterra, em que foram dados 8 minutos extras no 2º tempo, sendo depois ampliados para 12 - justamente quando os Gunners fizeram o gol de empate que levou a partida para os pênaltis.

Além disso, as regras também foram aplicadas na Championship, a 2ª divisão inglesa, com várias partidas apresentando mais de 10 minutos de acréscimo.

"Entre treinadores e jogadores, há tempos estamos compartilhando nossa preocupação de que há jogos demais. O calendário está lotado, e estamos em um nível perigoso para o físico e para o mental de todos", escreveu Varane, em sua conta na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter.

"Apesar do nosso feedback, as autoridades agora fizeram recomendações diferentes para a próxima temporada: jogos mais longos, ainda mais intensos, e com menos demonstrações de emoções por parte dos jogadores", seguiu.

"Nós só queremos estar em boas condições no gramado para conseguir dar 100% para o nosso clube e nossos torcedores. Por que nossa opinião não está sendo ouvida?", questionou.

O técnico do City, Josep Guardiola, também detonou as mudanças feitas nos acréscimos, ainda mais depois que seu time levou o gol do Arsenal aos 56 do 2º tempo no Community Shield.

"É a opinião deles e agora temos que aceitar. Agora, as partidas terão todas mais de 100 minutos, isso é certo", apontou.

"Hoje mesmo tivemos oito minutos. Imagine se forem ampliar o tempo depois de cada gol em uma partida que termina 4 a 3. Você coloca 30 segundos, 45 segundos a cada sete gols... Amanhã, 9h da manhã, ainda estaremos aqui jogando", ironizou.

Na Supercopa, também já começaram a valer as regras mais rígidas em relação ao comportamento dos treinadores à beira do campo.

O técnico do Arsenal, Mikel Arteta, foi punido com amarelo por reclamar de uma decisão tomada pelo juiz. Em sua coletiva pós-jogo, ele se mostrou contrariado.

"Eu só disse a eles: 'Escuta, não vou conseguir mudar meu comportamento em apenas três dias'", disparou.