Ex-jogador de Palmeiras e Botafogo, Rafael Navarro, hoje no Colorado Rapids, dos EUA, vem enfrentando nos últimos tempos uma batalha judicial com um empresário e artesão que lhe cobra mais de R$ 3 milhões na Justiça do Rio de Janeiro.
Luis Carlos de Sousa Rodrigues diz que tinha direito a 10% dos ganhos mensais do jogador, por conta de acordo de prestação de serviços. Segundo ele, existe um valor em aberto de R$ 3.027.241,25 por conta desse contrato, assinado em 2013 pelos pais do jogador.
Na época, Navarro tinha apenas 13 anos. Ele conheceu Luis três anos antes, quando tinha apenas 10 e treinava em escolinhas de Cabo Frio.
O empresário diz que a carreira de Navarro só é realidade por conta de seus esforços e "dedicação paternal", já que o pai de Rafael havia lhe concedido esses poderes desde que o atleta ainda não era jogador profissional, ainda em 2013, segundo documento assinado pelas partes.
Luis alega que investiu tempo e recursos para fazer Navarro entrar para o futebol e que esteve presente nos momentos de dificuldade, inclusive financeira, oferecendo apoio emocional e orientação.
Vendido aos EUA em junho de 2024 por 3,5 milhões de euros (R$ 20 milhões), Navarro viu Luis notificar o Palmeiras lhe pedindo para receber parte da transferência, alegando que tinha direitos por questão contratual.
Em sua defesa, Rafael se disse espantado com o processo e aponta que Luis omitiu que, nos anos anteriores, já tinha feito doações de mais de R$ 200 mil ao empresário. O jogador disse que, quando assinou com Luis, ainda era uma criança, não sabia seus direitos e ainda estava à mercê de quem se aproveitasse da situação.
Apontou que Luis lhe dava carona aos treinos no Fluminense, onde seu filho também jogava, o que iniciou uma relação de confiança. Foi quando, segundo Rafael, Luis se aproveitou da situação e convenceu os pais do menino a assinarem uma procuração, alegando que se trataria apenas de documentação necessária para transitar pela cidade com um menor de idade.
Ele diz que Luis jamais participou de negociações para suas idas ao Atlético-GO, Botafogo e Palmeiras, ou sequer para jogar na Major League Soccer (MLS). Mesmo assim, as partes mantiveram o contato socialpor um tempo, por carinho e confiança, e que o empresário constantemente dizia estar em situação econômica difícil, razão pelo qual recebeu as doações.
Uma audiência foi realizada no fim de dezembro e colocou as partes frente a frente. Porém, a Justiça ainda não emitiu nenhuma decisão. Procurado pela ESPN, Navarro disse que não iria comentar.
