A cada ano que passa o número de Sociedades Anônimas de Futebol (SAF) aumenta no Brasil. Se depender da presidente Leila Pereira, o Palmeiras não vai entrar para esse grupo.
Em entrevista ao Palmeiras Cast, a dirigente não vê necessidade do Verdão se transformar em SAF porque já é administrado como se fosse uma empresa, mas admitiu que essa é a saída para muitos clubes que estão afundados em dívidas.
"Para o Palmeiras, eu como presidente, jamais proporia a transformação em uma SAF. Palmeiras não é uma empresa, mas é administrado como se fosse uma. Aqui não teria essa necessidade. Não sei no futuro. Presidente do Palmeiras tem muito poder e autonomia, então se tem um presidente responsável, é possível administrar bem", afirmou Leila Pereira.
"Não sou contra a transformação de clubes em empresas, acho que é o futuro. Não faria no Palmeiras, para deixar claro, mas para determinados clubes eu não tenho dúvida que a solução seria essa", comentou.
Leila Pereira se mostrou preocupada com a forma que alguns clubes do futebol brasileiro estão sendo administrados e cobrou punição aos presidentes. Nesta semana, Vitorio Piffero foi condenado a mais de 10 anos de prisão por estelionato envolvendo as contas do Internacional.
"Nas minhas andanças por aí, conhecendo outros clubes, fico muito chocada. E aí vejo por que determinados clubes estão em situações horrorosas e que não deveriam estar. Quem sofre é o pobre do torcedor, porque falta essa responsabilidade. Precisaria se responsabilizar os presidentes desses clubes", opinou a presidente alviverde.
"E aí aparecem essas SAFs, que só aparecem quando os clubes não conseguem mais se gerir. Felizmente aqui no Palmeiras eu vivo outro mundo, porque a gente tem responsabilidade. Sempre tive credibilidade no mercado e falei: futebol não vai tirar minha credibilidade", encerrou.
Próximos jogos do Palmeiras
Botafogo-SP (C) - 09/03, 18h (de Brasília) - Campeonato Paulista
Ponte Preta/Água Santa (C) - a confirmar - Campeonato Paulista
