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Leila Pereira, sobre conselheiros do Palmeiras sem ingresso: 'Querem destruir a nossa gestão'

Presidente do Palmeiras, Leila Pereira concedeu entrevista nesta quarta-feira (11) na Academia de Futebol, em São Paulo, e foi curta e grossa quando questionada sobre a decisão que tomou de não liberar mais ingressos para um grupo de conselheiros da oposição.

"Acho que a pessoa, quando é conselheiro e bem intencionada, não estou dizendo nem bem intencionado por ser da situação, tem pessoas da oposição que não concordam com algumas atitudes minhas que vão até minha sala. Nunca deixei de receber ninguém. Querem melhorar, 'Leila desta forma não está correto'. Eu não tenho problema nenhum com críticas e sugestões. Eu sou uma pessoa política também, tanto é que sou presidente, tanto é que se não fosse [política], não seria [presidente]", começou a mandatária alviverde.

Foi na sequência que ela subiu o tom.

"Essas pessoas não são da oposição, elas querem destruir a minha gestão. São essas pessoas que trouxeram a Blackstar lá atrás, que um deles foi suspenso por um ano. Então, antes desse questionamento vir para mim, ele estava na imprensa. Então, não vou ficar dando benefícios, atenção para pessoas que não querem construir... Quem iniciou com essa distribuição de ingressos para conselheiros, isto já vinha de um tempo, não fui eu [quem iniciou]. Mas não é porque é da oposição, é porque eles querem destruir a nossa gestão e nós não vamos deixar. Eu não sou uma pessoa vingativa, em hipótese alguma, mas não sou palhaça".

Este grupo de conselheiros começou a ser 'punido' no jogo contra o Goiás, pelo Campeonato Brasileiro, e seguiu com o benefício cortado para a partida de volta da semifinal da CONMEBOL Libertadores, contra o Boca Juniors.

Leila afirmou mais de uma vez durante a entrevista desta quarta que tal benefício não consta no estatuto do clube e que é uma decisão única e exclusiva da presidente.

"Esses ingressos são [dados] por liberalidade da presidente, não está em estatuto que conselheiro tem direito a ingresso. É liberalidade da presidente, a presidente oferece para quem quer e para quem quiser destruir a nossa gestão, eles não terão absolutamente nada", disparou.

A mandatária alviverde ainda deu exemplos de possíveis benefícios que ela, como patrocinadora, teria direito, mas não faz uso, citando quantidade de camisas e até camarote no estádio do Palmeiras. E batendo na tecla que não há qualquer conflito de interesse nesta situação.

"Eu sou patrocinadora do Palmeiras e, como tal, tenho direito à cerca de 320 camisas do Palmeiras, tenho direito a um camarote do Allianz com o Palmeiras pagando. Me perguntem quando eu deixei o Palmeiras pagar esse camarote. Nunca. Sou eu quem pago. Essas 320 camisas, camisa, quando quero dar alguma, eu compro."

"Cadê o conflito de interesses? Eu não uso nada do Palmeiras. A partir do momento que me tornei presidente, o Palmeiras nunca pagou nada para mim. Minhas viagens são às minhas custas. Então, não existe questão de conflito de intresse que essa gente fala que tem. Eles querem destruir nossa gestão. Se é liberalidade da presidente, a presidente dá ou não", encerrou a presidente.

A entrevista da dirigente foi dada um dia depois de 40 unidades da Crefisa, patrocinadora máster do Verdão e empresa de propriedade da mandatária, aparecerem pichadas com protestos contra Leila e também contra o diretor de futebol do clube palestrino, Anderson Barros.

Como mostrou a ESPN na última terça-feira (9), a operadora de crédito resolveu processar a "Mancha Alvi Verde", principal organizada da equipe paulista, pedindo reparação de danos.

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