A Justiça suspendeu nesta quarta-feira (21) a ação movida pelo Palmeiras contra a WTorre pelo Allianz Parque. Nela, o clube paulista cobra R$ 128 milhões referente ao valor não pago pela empresa ao Verdão desde meados de 2015.
A Real Arenas, braço da WTorre responsável pela gestão do estádio, chegou a ser notificada na última sexta-feira (19) e recebeu três dias úteis para realizar o pagamento. Assim, teria até a data de hoje para quitar os débitos. No entanto, com a suspensão, não terá que pagá-los, por enquanto.
Os termos da decisão seguem em sigilo de justiça. A empresa reafirma que os temas comerciais referentes aos créditos e débitos de ambas as partes seguem em discussão de arbitragem, que é a esfera adequada de acordo com a escritura que rege a relação comercial entre as partes.
O que diz o Palmeiras?
Insatisfeita com a relação entre as partes, Leila Pereira, presidente do Palmeiras, em entrevista ao Ge, deixou claro que o estádio não é o 'case de sucesso' que alguns acreditam e que, financeiramente, o local 'não é um bom negócio' ao clube.
“A Real Arenas não paga ao Palmeiras há oito anos. Desde o fim de 2014, pagaram apenas sete meses do que o clube tem direito, de percentuais de receitas, como aluguel para shows, naming rights, restaurantes, cadeiras, camarotes."
“Quando falam que o Allianz é um case de muito sucesso, não é um case de sucesso. Seria, se pagassem o que devem”, completou.
No contrato firmado entre as partes, a empresa deveria repassar ao Verdão um percentual mensal de receitas como locação para shows, exploração de áreas como lanchonetes e estacionamentos, além de locações de cadeiras, camarotes e naming rights. O valor aumenta de maneira gradativa ao longo dos 30 anos de parceria.
O Palmeiras argumenta que os relatórios apresentados mensalmente pela WTorre têm as receitas que o clube deveria receber detalhadas, tornando a dívida incontroversa.
O que diz a WTorre?
Depois da entrevista de Leila Pereira, Sílvia Torre, cofundadora e presidente do conselho da empresa, rebateu a ação do Alviverde, que cobra R$ 128 milhões em repasses de receitas do local.
"Não devemos R$ 128 milhões para o Palmeiras, os créditos e débitos de ambas as partes estão em arbitragem em curso. Uma vez decidida, será paga", iniciou ela.
A empresa também foi contra a declaração da presidente do Palmeiras, que chegou a afirmar que o Allianz Parque 'não é um bom negócio' para o clube.
"Reafirmamos que este é um modelo de negócio vencedor e que tem sido extremamente positivo para todas as partes."
Próximos jogos do Palmeiras:
Bahia - 21/06, 21h30 (de Brasília) - Brasileirão
Botafogo - 25/06, 16h (de Brasília) - Brasileirão
Bolívar (C) - 29/6, 21h - CONMEBOL Libertadores
