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Palmeiras x WTorre: polícia atende pedido do clube e abre investigação por dívida de quase R$ 128 milhões

O Allianz Parque, estádio do Palmeiras Alexandre Schneider/Getty Images

A briga entre Palmeiras e Real Arenas, empresa da WTorre que cuida da administração do Allianz Parque, ganhou novos capítulos.

Nesta terça-feira (30), a polícia atendeu a um pedido do clube alviverde e abriu um inquérito criminal para investigar uma dívida de quase R$ 128 milhões, referente às receitas da arena que não são repassadas desde 2015. A informação foi divulgada inicialmente pelo GE e confirmada pela ESPN.

O Palmeiras pede apuração dos possíveis crimes de apropriação indébita e associação criminosa, além do bloqueio de bens, valores e contas bancárias da Real Arenas e de seus atuais administradores. Outra exigência do clube é a quebra do sigilo bancário da Real Arenas a partir de novembro de 2014, quando começou a parceria.

De acordo com o Verdão, desde que o Allianz Parque foi inaugurado, a administradora repassou os pagamentos somente de novembro e dezembro de 2014 e de janeiro a junho de 2015 (exceto maio). Assim, deixou de pagar o valor total de R$ 127.972.784,97.

Na avaliação apresentada no inquérito, o montante é considerado incontroverso e assumido pela construtora, já que a mesma apresenta ao Alviverde relatórios mensais.

No contrato firmado entre o Palmeiras e a construtora, o clube tem direito a receber percentuais referentes à locação de camarotes e cadeiras, ao aluguel do estádio para show, exploração de setores, além de naming rights.

A Real Arenas informou na última semana que o valor não corresponde à realidade dos fatos e que ''a verdade vira à tona''.

''A Real Arenas está confiante de que, ao fim das disputas existentes entre as partes, a verdade virá à tona. É só uma questão de tempo. Até lá, do nosso lado, a Real Arenas fará tudo o que estiver ao seu alcance para preservar o bom relacionamento na gestão Leila Pereira e atender às demandas do clube, de forma a manter o fundamental ambiente de parceria para que o Allianz Parque continue a ser o estádio que melhor recebe o torcedor no país'', diz nota da empresa.

Horas depois, a empresa divulgou nova nota oficial em que criticou a ação da gestão da presidente Leila Pereira.

Veja abaixo a nota oficial divulgada pela Real Arenas

A Real Arenas não tem conhecimento formal sobre a informação veiculada na imprensa a respeito de abertura de Boletim de Ocorrência e repudia esse novo ataque unilateral da presidente Leila Pereira. A dirigente tem desrespeitado de forma reiterada as decisões do Tribunal de Arbitragem, que tramita sob sigilo, e tenta atingir de forma injustificável a reputação da empresa parceira da SEP. Esse novo e despropositado ataque não condiz com a gestão séria da Real Arenas, que investiu na construção do Allianz Parque, reconhecida como melhor arena da América Latina.

Vemos com perplexidade a mudança repentina de atitude, uma vez que tivemos nos últimos anos negociações pacíficas relacionadas aos créditos e débitos de parte a parte.

Também nos causa profunda estranheza que este novo factoide aconteça com a ordem de alguém que é cliente Real Arenas na locação de camarotes e dos serviços para operação deles de forma ininterrupta desde 2017, como gestora da Crefisa.

Lamentamos este novo capítulo de falta de respeito às autoridades arbitrais nas tratativas e manteremos nossa postura de tratar os trâmites legais nos fóruns adequados.

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