E segue a briga entre Palmeiras e Real Arenas, empresa da WTorre que cuida da administração do Allianz Parque.
Após o Verdão publicar nova nota oficial na última segunda-feira (29) ratificando que a entrada de torcedores na arena para a partida contra o Coritiba, neste final de semana, será 100% por biometria facial, inclusive para torcedores do programa "Passaporte", a Real Arenas disparou contra a presidente do Verdão, Leila Pereira.
A administradora ainda fez críticas ao sistema de reconhecimento facial adotado pelo Alviverde, deixando no ar que não há "comprovação quanto à segurança" das imagens usadas pelo clube.
"A Real Arenas lamenta a decisão unilateral da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, em relação ao cadastro da biometria facial para os clientes do Passaporte Allianz Parque. Essa atitude é contrária ao trabalho que vinha sendo realizado entre a Real Arenas e o clube para o desenvolvimento em conjunto de um sistema que respeitasse os interesses dos consumidores que adquiriram produtos sob responsabilidade da Real Arenas", escreveu..
"A implementação, tal como iniciada pelo Palmeiras, pode violar o Código de Defesa do Consumidor e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, seja pela forma precipitada como está sendo implementada, seja pela ausência de comprovação quanto à segurança do sistema", acrescentou, em outro trecho do comunicado.
Em comunicado, o Palmeiras ressaltou que os clientes "Passaporte" poderão continuar repassando seus ingressos a outras pessoas, desde que elas façam o cadastro da biometria facial para entrar no Allianz Parque.
Leia a nota completa da WTorre:
A Real Arenas lamenta a decisão unilateral da presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, Leila Pereira, em relação ao cadastro da biometria facial para os clientes do Passaporte Allianz Parque. Essa atitude é contrária ao trabalho que vinha sendo realizado entre a Real Arenas e o clube para o desenvolvimento em conjunto de um sistema que respeitasse os interesses dos consumidores que adquiriram produtos sob responsabilidade da Real Arenas.
A decisão interfere na gestão de produtos e serviços que não são de responsabilidade do clube, mas da Real Arenas, conforme acordos firmados desde o início da operação da arena.
Além disso, a implementação, tal como iniciada pelo Palmeiras, pode violar o Código de Defesa do Consumidor e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, seja pela forma precipitada como está sendo implementada, seja pela ausência de comprovação quanto à segurança do sistema.
A Real Arenas não medirá esforços para garantir os direitos de acesso e privacidade dos clientes Passaporte Allianz Parque, que são torcedores palmeirenses buscando usufruir do produto que adquiriram conforme regem os contratos vigentes.
