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Atlético-MG atende pedido de Milito e faz proposta para tirar Fausto Vera do Corinthians; veja valores

Fausto Vera em partida pelo Corinthians no Campeonato Brasileiro Rodrigo Coca/Ag.Corinthians

O Corinthians tem em mãos uma proposta do Atlético-MG por Fausto Vera.

Segundo apurou a ESPN, o clube de Belo Horizonte já formalizou uma oferta na casa dos 4 milhões de dólares (algo em torno R$ 21,6 milhões), com a equipe paulista mantendo uma parcela dos direitos em uma futura venda.

Aquisição mais cara da história recente do clube paulista, o argentino custou R$ 37.749.000 aos cofres alvinegros, em negociação por 70% dos direitos econômicos e que ficou marcada por polêmicas com o Argentinos Juniors.

O volante tem contrato no Parque São Jorge até 30 de junho de 2026.

Ainda segundo apurou a reportagem, Vera pediu ao Corinthians para não ser relacionado no clássico contra o São Paulo para que não chegasse à 7ª partida pelo Campeonato Brasileiro, o que impediria que atuasse por outro clube na competição.

Com um acordo em relação aos termos oferecidos pelo Atlético-MG, o meio-campista vê com bons olhos uma transferência para Belo Horizonte, e agora aguarda um acordo entre os dois clubes.

Como a ESPN reportou no início de junho, a contratação de Fausto Vera é um pedido pessoal de Gabriel Milito, com quem o meio-campista viveu a melhor fase da carreira ainda defendendo o Argentinos Juniors.

Foi no período em que teve Milito como técnico que o meio-campista saboreou a fase artilheira pelo clube argentino, com sete gols e quatro assistências em 40 partidas, entre 2021 e 2022.

Em um comparativo, o camisa 5 acumula 96 jogos, dois gols e cinco assistências desde que chegou ao Corinthians, no segundo semestre de 2022.

‘Caso Vera’ virou Corinthians x Argentinos Juniors no CAS

Fausto Vera é alvo de uma batalha jurídica entre Corinthians e Argentinos Juniors sobre a transferência do atleta ao clube brasileiro, no segundo semestre de 2022. O litígio foi parar na Corte Arbitral do Esporte, na Suíça, e ainda aguarda um desfecho.

Segundo apurou a ESPN, os clubes divergem sobre uma cláusula prevista no contrato firmado para a transferência do volante, especificamente a respeito de possíveis atrasos nas parcelas.

A reclamação enviada pelos argentinos à Fifa, protocolada em 28 de setembro de 2023, cobra o pagamento de USD 3.450.000 (algo em torno de R$ 18 milhões). A quantia corresponde a duas partes, uma de USD 1.650.000, com vencimento em 1° de julho de 2023, e outros USD 1.800.000, com prazo final previsto para 1º de julho de 2024.

Se uma das parcelas ainda está dentro do prazo de vencimento, por qual razão o Argentinos Juniors cobra o valor total da transferência?

A reportagem soube que o contrato assinado pelo clube paulista previa que o atraso por falta de pagamento geraria juros de mora à taxa de 5% ao mês. Ou seja, 60% ao ano.

A notificação enviada pelo clube de Buenos Aires cita ainda outras quatro cobranças enviadas ao Corinthians sobre a parcela prevista em julho de 2023. Diante do insucesso, a alternativa foi recorrer à entidade máxima do futebol executando outra cláusula estipulada no contrato: que o valor seja pago integralmente, somando a isso juros de 18% ao ano a partir de 2 de julho de 2023.

Mesmo reconhecendo a dívida, o Corinthians argumentou à Fifa que “obrigar o clube a pagar a totalidade do valor poderia colocar o Corinthians em situação financeira muito difícil, não apenas pelo fato de o Corinthians ter diversos compromissos financeiros, como pagamento de impostos e salários, mas também porque a cláusula de aceleração pode representar uma penalidade abusiva”.

A Fifa divulgou em novembro de 2023 que julgou procedente o pedido do Argentinos Juniors, obrigando o Corinthians a arcar com o pagamento integral de USD 3.450.000, além de juros de 18% ao ano a partir de 2 de julho de 2023, dando ao clube paulista o prazo de 45 dias para o pagamento, sob pena de proibição de registro de novos jogadores durante a janela nacional de transferências.

Este prazo, no entanto, está suspenso desde que o clube brasileiro ingressou com uma apelação na Corte Arbitral do Esporte, que tem sede em Lausanne, na Suíça. A ESPN apurou que o Corinthians contesta a legalidade do pagamento antecipado da parcela prevista para 2024 como punição ao atraso no vencimento de 2023.

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