OPINIÃO: Boca virou farsa; brasileiro agora pode invejar Belgrano e Rivadavia na Argentina

Não é de agora, principalmente depois de outro vexame na Libertadores (a eliminação, em casa, na fase de grupos).

Mas o fato é que o Boca Juniors que fazia brasileiros tremerem hoje é uma farsa, não muito diferente do River Plate, que nem vaga na Libertadores-26 conseguiu.

Em termos locais, a dupla de gigantes que causava inveja também faz feio, apesar de orçamentos imensamente superiores ao resto do futebol argentino.

Já são 5 edições do Campeonato Argentino sem títulos de Boca ou River.

Se perdeu motivos para temer e admirar os dois gigantes vizinhos, o torcedor brasileiro tem motivos de sobra para passar a invejar times pequenos e médios, como Belgrano e Rivadavia.

O primeiro tem um orçamento anual de 30 milhões de dólares, ou praticamente 10% das receitas do River Plate.

Os dois decidiram a última edição do Argentino, e o Belgrano levou a melhor.

Tão bonito faz o Independiente Rivadavia em 2026. O time fez a melhor campanha na fase de classificação do Argentino e teve o segundo melhor desempenho da fase de grupos da Libertadores, perdendo para o Flamengo apenas no saldo de gols.

Belgrano e Rivadavia, assim como tantos times argentinos, fazem bonito não bancados por SAFs ou projetos suspeitos.

O torcedor é a alma e a força financeira desses times. O Belgrano tem 67 mil sócios, mais que grandes brasileiros como Santos, Botafogo e São Paulo. Segundo o clube, a mensalidade paga por eles responde por metade de todas as receitas do clube.

E o projeto é ambicioso: chegar nos 100 mil sócios.

O Rivadavia tem quase 20 mil sócios, e média de público de 21 mil pagantes por jogo, quase o dobro, por exemplo, do que o Botafogo registar no Brasileiro-26.

Time gigante na Argentina não assusta mais. Clubes e pequenos argentinos podem ensinar rivais de Flamengo e Palmeiras a competir.