Com o fechamento da janela de transferências de verão no futebol europeu, LALIGA divulgou nesta quinta-feira (14), como realiza em todo ano, os Limites de Custo do Plantel Esportivo (LCPD) dos clubes que disputam a competição.
Se por um lado o Real Madrid lidera o ranking com o maior teto, o Barcelona terá uma difícil missão na temporada.
O clube do Santiago Bernabéu teve um acréscimo em seus limites salariais em comparação com o último ano. Em 2022-23, os Merengues tinham um máximo de 638 milhões de euros (R$ 3,3 bilhões). Agora, possuem 727 milhões de euros (R$ 3,7 bilhões) para gerir os gastos com o elenco, representando um aumento de R$ 400 milhões.
As saídas que o clube teve durante a janela de transferências de verão representam uma boa parte da massa salarial administrada. Estrelas como Karim Benzema, Marco Asensio e Eden Hazard deixaram o Santiago Bernabéu, abrindo uma grande economia mensal.
Por outro lado, o rival Barcelona não teve o mesmo roteiro. O clube espanhol, na temporada 2022-23, tinha um limite de 656 milhões de euros (R$ 3,4 bilhões). Já na atual temporada, o clube culé terá que conseguir se virar com 270 milhões de euros (R$ 1,4 bilhão), uma queda que representa o valor R$ 2 bilhões.
A grave crise financeira passada pelo Barça, mesmo após ter feito um grande esforço para estar dentro do teto salarial de LALIGA na última temporada, tem efeitos no atual ano. O clube ficou impedido de fazer grandes movimentações na última janela.
E os problemas não param por aí. De acordo com o jornal Marca, o Barcelona, com o atual elenco, ainda excede 130 milhões de euros (R$ 677 milhões) o valor limite imposto pela nova tabela divulgada por LALIGA. Sendo assim, terá que conseguir reduzir os custos de plantel ou adquirir novas fontes de receita para não ser sancionado pela entidade espanhola.
Ciente de que seriam necessários cortes antes que os limites desta quinta-feira fossem revelados, o Barça gastou apenas 3,5 milhões de euros (R$ 18,2 milhões) no verão. Chegaram o Oriol Romeu, Ilkay Gündogan e Iñigo Martínez, além de João Félix e João Cancelo por empréstimos de uma temporada.
Enquanto isso, na tentativa de equilibrar as contas, saíram Sergio Busquets e Jordi Alba, dois dos maiores salários do clube. Ousmane Dembélé e Franck Kessié se transferiram para Paris Saint-Germain e Al Ahli, respetivamente, com valores recebidos pelo time catalão nas transações.
Abde Ezzalzouli, Samuel Umtiti e Nico González estavam entre os outros jogadores que saíram de maneira definitiva, enquanto Ansu Fati, Clément Lenglet e Sergiño Dest foram emprestados.
