Segundo o jornal Gazzetta dello Sport, principal veículo esportivo da Itália, jogadores de Milan, Inter de Milão e Juventus estão sendo investigados por envolvimento com um esquema de prostituição comandado por uma agência que vendia pacotes prometendo "festas de luxo" em Milão.
De acordo com o diário, ao menos 70 nomes são investigados pelo Ministério Público de Milão. Além dos três clubes gigantes já citados, atletas de Sassuolo e Hellas Verona também estão na mira da Justiça.
Os nomes dos futebolistas são mantidos em anonimato, e, até o momento, ninguém foi chamado para depor.
A investigação é em cima de festas organizadas pela agência de eventos Ma, sediada em Cinisello Balsamo, comuna na região metropolitana de Milão. A empresa é acusada de "exploração e cumplicidade na prostituição" por organizar "festas de luxo" com profissionais do sexo com uso de óxido nitroso, o chamado "gás do riso".
Ainda segundo o jornal italiano, o esquema movimentou cerca de 1,2 milhão de euros (R$ 7 milhões).
As festas aconteciam em quartos do Me Milan - Il Duca, hotel cinco estrelas na zona mais nobre de Milão, e também na boate Pineta Milano.
Na Itália, a prostituição não é crime quando praticada de maneira voluntária, assim como no Brasil. Porém, a lei italiana diz a organização e exploração de terceiros é ilegal.
Até o momento, quatro pessoas foram detidas: o casal Emanuele Buttini e Deborah Ronchi e dois sócios, que foram indiciados por organização de serviços sexuais e lavagem de dinheiro.
