Neste sábado, o Palmeiras recebe o Red Bull Bragantino, às 21h (de Brasília), no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro.
Uma das armas do técnico Abel Ferreira para buscar a vitória deve ser o atacante Gabriel Veron, que vem entrando bem nas últimas partidas do Alviverde. Ele foi decisivo, por exemplo, contra o Atlético-MG, na semi da Conmebol Libertadores, dando a assistência para Dudu fazer o gol da classificação palestrina.
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Hoje com 19 anos e firmado no time profissional do Verdão, para o qual foi promovido ainda no final de 2019, aos 17, o potiguar de Assu foi descoberto pelo Palmeiras ainda na adolescência, ao fazer um teste na equipe e terminar aprovado.
Quem estava presente no dia da "peneira" que selecionou Gabriel Veron, aliás, garante que a impressão deixada pelo rápido ponteiro foi incrível.
É o que conta o zagueiro Renan, também revelado nas categorias de base palmeirenses e contemporâneo de Veron nas canteras palestrinas.
Em entrevista ao ESPN.com.br, o defensor lembrou sua chegada ao Palestra Itália e a primeira vez que treinou com Gabriel, que deixou todos os seus colegas boquiabertos.
"Eu cheguei à base do Palmeiras como meia-atacante e, depois dos primeiros treinos, me colocaram como lateral-esquerdo. Fiquei bastante tempo assim, revezando ele lateral e zaga, e me firmei na posição. Nessa época, nosso time tinha jogadores como o Danilo, que hoje é titular do profissional, além do Fabinho e do Garcia, que disputaram várias partidas no Paulistão esse ano", lembrou Renan.
"A primeira vez que viajei pelo time sub-15 do Palmeiras foi para um torneio na Itália, o Gabriel Veron ainda não estava. Nossa equipe perdeu todos os jogos e voltamos ao Brasil bem desacreditados. Passou um tempo e foi aí que o Veron chegou. Ele passou de cara no primeiro teste, que foi um absurdo", recordou.
"Nesse dia, eu, o Fabinho e o Garcia já estávamos no time. O treinador chamou a gente de canto e perguntou: 'E aí, o que vocês acharam do moleque?'. Eu respondi: 'Olha, professor, melhor jogar a favor do que contra! Não dá pra perder uma joia dessas (risos)'. Ele disse que achava que o Veron ia ficar, mas não era certeza", rememorou.
O próximo treino, porém, cravaria o "fico" do atacante na base alviverde.
"Chamaram o Veron para fazer mais um amistoso como teste. No meio da partida, teve um lance que ele fez um negócio que foi um absurdo. Ele puxou um contra-ataque e ficou muito na frente dos outros. Daí o treinador aprovou na hora e, pouco tempo depois, ele já viajou para a Copa Nike com a gente. Continuou se destacando e foi para a seleção sub-17 logo depois", relatou.
Campeões em cima do Real Madrid
Ao lado de Gabriel Veron, Renan fez parte da geração palmeirense que empilhou títulos nas categorias sub-17 e sub-20. Nas viagens ao exterior, o Verdão também fazia bonito, passando o carro em cima de gigantes europeus.
"Depois que o Veron foi integrado, nós fomos para a Copa Nike, que era o torneio de base mais valorizado da nossa categoria, e fomos campeões. A gente tinha amadurecido muito depois das derrotas no sub-15, e ganhamos um reforço muito bom com a vinda dele", contou.
"Nesse campeonato, a gente jogou contra alguns caras que hoje estão brilhando na Europa. Enfrentamos times como Chelsea, Manchester City e Manchester United, e eu tinha só 16 anos nessa época. Depois, quando fui para a seleção sub-17, cheguei a enfrentar o Giovanni Reyna, do Borussia Dortmund, em um torneio que jogamos contra os Estados Unidos sub-17", recordou.
Dois dos maiores títulos desta geração foram os Mundiais de Clubes sub-17, com Renan fazendo parte das duas vitórias.
Na primeira, em 2018, o Palmeiras atropelou ninguém menos do que o Real Madrid na final, ganhando por 4 a 2 com uma atuação espetacular justamente de Gabriel Veron, que deu assistência para Gabriel Silva abrir o placar e, pouco depois, ampliou a conta com um lindo tento. Fabrício e Luan Cândido, hoje no Red Bull Bragantino, completaram a festa.
"Eu fui campeão mundial sub-17 duas vezes seguidas pelo Palmeiras, sendo um na final contra o Real Madrid. A gente era muito jovem, a maioria do time tinha 16 anos quando enfrentamos o Real. Fiquei com frio na barriga, porque a gente sabe a gradeza do rival. Mas, quando a bola rola, você esquece tudo, porque é 11 contra 11. Jogamos bem demais, amassamos os caras e ganhamos de 4 a 2. Foi uma experiência maravilhosa na vida de todos", exaltou.
As grandes atuações na base, aliás, levariam um quarteto do Palmeiras para a disputa do Mundial sub-17 com a seleção brasileira, em 2019: além de Renan e Gabriel Veron, também estiveram presentes o zagueiro Henri e o lateral-direito Garcia.
Na final, o Brasil venceu o México por 2 a 1, de virada, e faturou a taça. Veron ainda acabaria eleito o melhor jogador do torneio.
"Fomos campeões do Mundial sub-17 representando a seleção em casa e com estádio lotado. Foi algo incrível. Fizemos uma amizade muito boa entre os jogadores de vários times nessa competição", finalizou Renan.
