Jonathan lembra perda da Libertadores pelo Cruzeiro e título com o Santos: 'Neymar foi o melhor jogador que atuei'

O lateral Jonathan contou bastidores das duas finais de Libertadores que jogou


O lateral Jonathan viveu emoções opostas nas duas finais de Conmebol Libertadores que disputou. Em 2009, saiu derrotado de forma amarga com o Cruzeiro, mas dois anos depois ele sentiu o gosto de ser campeão pela primeira vez com o Santos.

Quando defendeu a Raposa, o jogador ficou com a "mão na taça" depois de empatar sem gols na Argentina contra o Estudiantes. No entanto, a equipe celeste foi derrotada - de virada - por 2 a 1 em pleno Mineirão lotado e perdeu o título que parecia certo.

“A gente fez um resultado muito bom fora de casa com um empate e criou uma euforia, um clima de já ganhou por parte da torcida e da imprensa, mas a gente não se deixou contaminar por isso. Nós só achamos que seríamos campeões mesmo quando fizemos 1 a 0. Vimos aquele Mineirão lotado e já começamos a pensar no título que não vinha há muitos anos (desde 1997). O problema é que eles fizeram o gol de empate logo em seguida. Quando a gente tomou a virada não teve forças para reagir”, disse Jonathan ao ESPN.com.br.

O volante Henrique abriu o placar para o Cruzeiro aos seis minutos do segundo tempo. Gastón Fernández empatou para o Estudiantes apenas seis minutos depois. O segundo gol argentino foi marcado pelo centroavante Mauro Boseli, aos 27 minutos.

“O problema foi achar que já éramos campeões logo depois do 1 a 0. Nossos erros foram dentro de campo. Depois até falaram que teve briga por causa de premiação, mas isso não foi verdade. Quando um título não acontece as pessoas falam muitas coisas e procuram culpados. Nosso grupo era unido, tanto é que e a base foi mantida até o ano seguinte. Depois, fizemos boas campanhas no Brasileirão daquele ano (quarta posição) e fomos vice em 2010. Foi uma das maiores tristezas da minha carreira, mas tirei como lição”, admitiu.

Campeão no Santos

Revelado na base do Cruzeiro, Jonathan foi campeão mundial sub-17 com a seleção brasileira ao derrotar a Espanha, que tinha Fàbregas e David Silva, por 1 a 0, em 2003.

Promovido aos profissionais em 2005, o lateral enfrentou alguns altos e baixos até se firmar de vez, em 2008. Depois de se destacar sob o comando dos técnicos Paulo Autuori, Dorival Jr. e Adílson Batista, ele resolveu ir para o Santos, em 2011.

Na Vila Belmiro, fez parte do time que tinha Neymar, Ganso e Elano, que conquistou a Conmebol Libertadores e o Campeonato Paulista.

“A gente começou mal aquela competição e conseguimos a vaga nas oitavas quando ninguém mais acreditava. O que mais me marcou naquele time é que o nosso ambiente era fantástico e tínhamos muita amizade. Lembro que tivemos uma reunião que nós falamos sobre isso e um dos nossos jogadores até chorou. Foi bem emocionante e nos deu uma motivação para vencermos o Cerro Porteño fora de casa”, contou.

“O Neymar foi o melhor jogador que atuei ao longo da carreira. Era um moleque muito gente boa e sempre estava brincando com todo mundo”, recordou.

Jonathan ajudou ao time da Vila Belmiro quebrar um jejum que durava desde 1963 na Libertadores ao derrotar o Peñarol na grande final. “Foi o principal título da minha carreira, sem dúvidas”, disse.

No meio de 2011, Jonathan deixou o Santos e foi para a Inter de Milão. Depois, passou por Parma, Fluminense e Athletico-PR. Desde o fim de 2020 ele está sem clube e estuda para ser treinador.