O argentino Franco Cristaldo foi um dos destaques do Grêmio na campanha do heptacampeonato gaúcho. O meio-campista foi artilheiro da competição, ao lado do atacante Diego Costa, com seis gols marcados. As atuações tiveram mais brilho na reta final, marcando em momentos decisivos.
O camisa 10 fez gols em três das últimas quatro partidas do torneio: um no jogo de ida da semifinal, contra o Caxias, fora de casa, na vitória por 2 a 1; um na volta, na Arena, que deu a classificação após triunfo por 3 a 2; e um na grande final contra o Juventude, também em casa, que deu início à virada que culminou no título estadual.
O grande momento vivido no Rio Grande do Sul contrasta com uma frustração que o argentino teve há dois anos, quando negociou com o Santos uma possível primeira vinda ao futebol brasileiro.
No meio de 2022, o time paulista, por meio do então presidente Andres Rueda, tentou contratar o meio-campista, que estava no Huracán. Foram pelo menos cinco propostas para tentar levar o atleta à Vila Belmiro, segundo o ex-presidente santista disse à época.
"Ofereci [o valor] praticamente à vista, um pagamento em 30 ou 60 dias. Fui lá, chorei, dei a garantia da verba da TV e quiseram antecipar essa garantia em um fundo. Vocês têm que pensar que quando eu pago um time de fora, pago 20% de imposto", declarou, ainda em 2022.
"Depois de tudo feito (com o Huracán), queriam que pagássemos o imposto e fizéssemos o pagamento fora da Argentina. Não vou criar um mecanismo para uma equipe argentina", completou.
O impasse fez o Santos desistir do negócio e gerou uma frustração em Cristaldo, que foi falar com o dirigente do Alvinegro.
"O jogador ligou chorando mas, não, não teve volta. Estão falando com o Santos Futebol Clube", revelou.
Vinda ao Brasil aconteceu meses depois
Cristaldo tinha o desejo de chegar ao Santos no meio da temporada de 2022. Sem a contratação, o meio-campista continuou no Huracán e foi vice-artilheiro do Campeonato Argentino. Ainda no fim daquele ano, em dezembro, assinou com o Grêmio por quatro temporadas.
O Tricolor pagou, na ocasião, 4,5 milhões de dólares pelo jogador (R$ 22,7 milhões na cotação atual).
