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John Kennedy decide pelo Fluminense e transforma 'quarteto mágico' em quinteto na Libertadores

Depois de 15 anos, o Fluminense conseguiu retornar a uma semifinal de CONMEBOL Libertadores graças a épica vitória por 3 a 1 sobre o Olimpia no estádio Defensores del Chaco. E o avanço na competição se dá, também, por uma importante mudança de Fernando Diniz, personificada em um certo moleque de Xerém: John Kennedy.

A partida no Paraguai também foi a última do atacante no mês de agosto de 2023. E pode ser apenas coincidência, mas o camisa 9 pede passagem e assume papel de importância exatamente no seu maior momento de crescimento na temporada.

A temporada 2023 de JK já era de bons números. Depois do empréstimo na Ferroviária durante o Campeonato Paulista, o jovem retornou para o Flu assumindo a lendária camisa 9 deixada por Fred. E o mês de agosto de John fez o torcedor relembrar os grandes tempos de seu ídolo.

Entre março e julho, com a camisa do Fluminense, foram 20 jogos do ‘urso’, como é apelidado desde Xerém pela forma como celebra seus gols, sendo apenas 4 como titular e 621 minutos dentro de campo. Ao todo, foram três gols marcados e duas assistências.

Seu aproveitamento não chamava tanta atenção. O jogador demorava 124,2 minutos para participar diretamente de um gol e precisava de uma média de 10,3 chutes para marcar. Estas estatísticas, porém, foram obliteradas nas últimas semanas.

Ao todo, foram cinco partidas disputadas, sendo três como titular, tendo 312 minutos em campo. Marcou 4 gols contra Palmeiras, Argentinos Juniors, América-MG e Olimpia, deu uma assistência e ainda sofreu um pênalti que resultou em gol.

Se antes levava mais de 120 minutos para criar um gol, esta média caiu pela metade, conseguindo participar, pelo menos, de um gol por partida. O número de chutes, inclusive, passou a ser de 2,5 até marcar.

Veja os números de John Kennedy abaixo

O novo quinteto ofensivo

Na primeira partida da série, contra o Palmeiras, pelo Brasileirão, John Kennedy já destacava o trabalho com Fernando Diniz para ter a melhora esperada nos gramados.

"Ele (Diniz) vem conversando bastante comigo durante a semana, para ficar tranquilo, que ia ter oportunidade. Hoje tive oportunidade, joguei bem, aproveitei, fiz um gol. Muito tempo que não fazia gol no Maracanã. Agora lotado também. Uma sensação inexplicável. Muito feliz", declarou na época.

Duas semanas depois, com novo gol, foi a vez de Diniz elogiar o jogador em entrevista coletiva, logo depois de marcar o gol do empate sobre o América no Maracanã.

“O John está num período de crescimento constante e ele está ganhando seu espaço. É isso que eu tenho para dizer. Está todo mundo contente, é muito merecimento, está tendo atitudes muito profissionais desde que ele retornou esse ano. Ele está começando a colher o trabalho que ele fez desde o início da temporada”, afirmou o treinador.

E os elogios não ficaram apenas nas entrevistas. Na semana seguinte ao gol sobre o Coelho, Diniz demonstrou toda sua confiança ao mudar seu esquema de jogo e incluir o jovem no time titular na ‘decisão’ contra o Olimpia.

No Maracanã, mesmo sem participações diretas para os gols, o camisa 9 demonstrou bom futebol em campo, comprovando que o treinador tinha escolhido corretamente a mudança.

Para a partida de volta, quando todos imaginavam que o comandante voltaria a reforçar seu meio-campo fora de casa, John Kennedy foi novamente escolhido para o time titular, dando mais velocidade ao setor ofensivo. E seu trabalho foi novamente recompensado.

Autor do gol que abriu o placar, responsável pela finalização que originou o segundo e principal válvula de escape, o camisa 9 se intrometeu no ‘quadrado mágico’ tricolor, fazendo o torcedor começar a pensar em um quinteto de peso na frente, com Paulo Henrique Ganso, Jhon Arias, Keno, Cano e John Kennedy. A ‘tropa do Urso’ em formato de equipe.

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