Toda criança que teve um irmão sabe como é usual algumas discussões na infância. No caso de Germán Cano, artilheiro do Fluminense, não foi diferente. No seu caso, porém, as 'briguinhas' ocorriam por conta da rivalidade entre clubes. Enquanto o centroavante torcia para o Lanús, o irmão Juli Cano era um 'hincha' do River Plate.
Nesta terça-feira (2), às 21h (de Brasília), o Fluminense de Cano encontrará o River Plate no Maracanã pela CONMEBOL Libertadores, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.
Ao ESPN.com.br, o atacante argentino contou as suas 'Memórias da Libertadores'. Desde a rivalidade com o irmão na infância, passando pela revanche em 2017 e o sonho com o Tricolor, até a 'virada de casaca' para o encontro no Maraca.
Capítulo 1: O início na Libertadores
“Meu primeiro jogo no Lanús, porque eu fiz meu primeiro jogo. Antes de começar o Argentino, eu fiz meu primeiro jogo profissional na Libertadores contra o Danubio. É uma lembrança muito boa, uma linda lembrança. Jogar a Libertadores, para mim, é algo muito especial. Vamos desfrutar muito”.
“Primeiramente, poder jogar no profissional era o primeiro sonho que eu tinha, no Lanús, que é o time que eu sou torcedor, que passei muitas coisas dentro. Quando cheguei no Lanús, aos 9 anos, começou tudo. Passei muitas coisas dentro do clube, eles me ajudaram muito, meu sonho máximo era chegar no profissional, fazer a estreia ali. Deu tudo certo para poder sair da Argentina e poder procurar meus próprios sonhos”.
Capítulo 2: A campanha de 2017 do Lanús
“Lindo, porque eu sempre estou ligado nos jogos do Lanús, gosto muito desse time, um time que me ajudou muito desde pequeno. Sempre quero que eles briguem por tudo, é um time que trabalha muito, tem pessoas muito boas dentro do clube que fazem o melhor pelos jogadores. Então, a gente sempre acompanha eles e está com o nosso apoio desde aqui”.
“Acho que quando ganhamos do River foi muito bom, no campo do Lanús. Teve muita coisa positiva e negativa, mas o Lanús brigou por tudo ali, era um time muito bom, muito qualificado, com muita qualidade dos jogadores”.
Capítulo 3: A rivalidade com o River dentro de casa (e a revanche em 2017)
“Eu tenho lembranças em minha casa, quando morávamos todos juntos. Ele (irmão) colocava a camisa do River, eu colocava a do Lanús. Sempre tinha briga ali (risos), porque jogávamos um contra um, ele sempre me ganhava, eu ficava com um pouco de raiva. Mas são brigas de irmãos, acho que essa lembrança é muito boa. Ele é torcedor doente do River, mas quando a gente se enfrentar contra eles, falaram que vão torcer para Germán Cano”.
“Nesse dia, não escrevi nada para ele, estava muito chateado, senti muito (por ele). É um torcedor louco. Nesse dia e no dia seguinte, não falei nada, porque sabia como ele ia estar. Fiquei tranquilo, deixei que o tempo passasse para depois falarmos (risos)”.
Capítulo 4: O significado do torneio
“Para mim, uma honra muito grande de jogar a Libertadores, um torneio diferente, que todo mundo quer jogar, quer ganhar essa taça. Vamos fazer nosso melhor para brigar por isso”.
“Acho que competir aqui, em alta intensidade, com jogadores muito bons, de muita qualidade. Não só aqui no Brasil, mas na Argentina, no Equador, na Bolívia, no Peru. É uma competição diferente do resto pela intensidade, pelo jogo em si. Para mim, é uma honra muito grande jogar uma Libertadores”.
Capítulo 5: O Fluminense e a Libertadores
“O torcedor sempre vai exigir ganhar taças. E eles querem ganhar muito essa Libertadores. A gente aqui dentro está muito tranquilo, trabalhando muito para poder fazer nosso melhor passo a passo e jogo após jogo. A gente é profissional e vai deixar tudo dentro do campo para poder brilhar pelo nosso sonho”.
“A gente ficar fora ano passado. Essa lembrança, para mim, é como algo que me serve para poder fazer, agora que estamos na fase de grupos, nosso melhor, não nos equivocamos, aprender com nossos erros. Essa lembrança é muito boa para não cair novamente nisso”.
