Como dupla de 'europeus' fez André ir de atacante a volante no Fluminense e chegar à seleção brasileira

Uma das novidades do técnico Ramon Menezes na seleção brasileira, André precisou se reinventar antes de virar destaque do Fluminense, que enfrenta o Flamengo pelo Campeonato Carioca, nesta quarta-feira (8), às 21h10 (de Brasília).

Nascido em Algodão, no interior da Bahia, ele precisou driblar desde cedo a falta de oportunidades, já que a região não possui clubes de futebol profissional de grande expressão.

"O começo foi bem difícil porque só passei por escolinhas até fazer uma peneira no Bahia em uma cidade próxima. Fui aprovado e fiquei dois anos", disse ao ESPN.com.br, durante o Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet.

André, que foi levado ao clube de Salvador por um ídolo histórico, Beijoca, que o viu brilhar como centroavante na cidade de Gandu.

O garoto se destacou tanto no Bahia que pouco tempo depois recebeu uma oferta para defender o Fluminense. Após topar o desafio, ele chegou à Xerém, mas se deparou com uma realidade completamente nova.

"A maior dificuldade que enfrentei foi ficar longe da família quando me mudei para o Rio. Os dois ou três primeiros anos foram difíceis e foi um fato que até me atrapalhou um pouco. Depois, fui me acostumando porque sabia que não tinha jeito. Ou era lutar contra isso ou acabava o meu sonho".

Além disso, viu o nível de competição aumentar, tendo como concorrentes jogadores que eram tidos como grandes promessas e foram cedo para a Europa.

"A concorrência era muito grande, tinha o João Pedro, que foi vendido ao Watford, e o Marcos Paulo, que foi para o Atlético de Madrid (defende atualmente o São Paulo)", afirmou.

"O treinador foi me descendo de posição em 2014 e 2015, até que me consolidei como volante em 2016. Tive anos de muita evolução e trabalho".

Após estrear nos profissionais em 2020, André se consolidou como destaque no Tricolor, pelo qual venceu o Carioca de 2022 e venceu o Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet no ano passado. O volante acredita que a ajuda do técnico Fernando Diniz foi fundamental para o crescimento na carreira.

"O Diniz é uma pessoa excepcional, fora da curva. Além de um grande treinador, é uma pessoa que me ajudou dentro de campo com seu estilo de jogo diferente, onde ninguém tem aqui no Brasil. É uma filosofia só dele. Acrescentou muito no meu estilo de jogo por trocar passes. Foi uma peça fundamental".

Apesar de nunca ter sido chamado para a seleção principal, ele já tinha sido convocado duas vezes para a seleção sub-20, em 2019, e no ano passado esteve na pré-lista do técnico Tite para a Copa do Mundo do Catar.

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