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Protestos contra diretoria, invasão e sinalizadores: entenda o cancelamento de Independiente Medellín x Flamengo

O cancelamento do duelo entre Independiente Medellín e Flamengo, nesta quinta-feira (7), no Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, foi consequência de uma série de protestos e de um clima de forte tensão vivido pelo clube colombiano nos últimos dias.

O árbitro Jesús Valenzuela interrompeu a partida logo nos minutos iniciais após sinalizadores serem acesos, objetos serem arremessados no gramado e torcedores invadirem áreas próximas ao campo. A partida foi cancelada 1h20 depois.

A confusão tem origem direta na crise esportiva e institucional do Independiente Medellín. No último domingo, a equipe perdeu em casa para o Águilas Doradas por 2 a 1 e ficou fora dos playoffs, terminando apenas na 11ª colocação do Campeonato Colombiano, fora do grupo dos oito classificados.

Após a eliminação, o principal alvo da torcida passou a ser Raúl Giraldo, acionista majoritário do clube. Ainda durante a partida contra o Águilas, Giraldo entrou em campo e fez gestos em direção aos torcedores, incluindo sinais relacionados a dinheiro, o que aumentou ainda mais a revolta nas arquibancadas. A atitude repercutiu negativamente na Colômbia.

Diante da pressão, Giraldo publicou um vídeo afirmando que deixaria suas funções na direção do clube para tentar diminuir a tensão. O próprio Independiente Medellín reconheceu o erro do dirigente em comunicado oficial.

Mesmo assim, a torcida organizada manteve os protestos e passou a exigir mudanças profundas na gestão, incluindo a venda das ações do clube de Giraldo e da sua saída definitiva.

O ambiente já era considerado explosivo antes mesmo da bola rolar contra o Flamengo. A polícia colombiana chegou a recomendar que a partida fosse realizada com portões fechados, medida que acabou não sendo adotada pelas autoridades locais.

Desde os primeiros minutos, torcedores acenderam sinalizadores, derrubaram grades de proteção e arremessaram objetos em direção ao goleiro Agustín Rossi. Cadeiras também fora jogadas contra os policiais.

Em meio ao caos, também houve relatos de agressões a jornalistas presentes no estádio. Os torcedores entoavam gritos como “que saiam todos e que ninguém fique”, em protesto contra a atual administração e o desempenho esportivo da equipe.

Existe ainda um clima de revolta contra jogadores, federação colombiana, Conmebol e até a Fifa, alimentado por acusações recentes envolvendo premiações e suposta falta de empenho em decisões anteriores do clube.

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