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Com nariz machucado, Marcos Braz dá sua versão para briga em shopping e revela frase que o tirou do sério: 'O final vocês viram'

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (21), o vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, falou sobre a briga que teve com um torcedor do clube na última terça-feira (19), enquanto fazia compras em um shopping no Rio de Janeiro.

Em uma longa explicação, ele deu sua versão dos fatos e assegurou que tudo o que ele disse na entrevista desta quinta pode ser corroborado pelas câmeras de segurança do Barra Shopping, onde ocorreu o entrevero.

Braz, inclusive, apareceu com o nariz machucado para a conversa com os jornalistas no Ninho do Urubu, devido à troca de socos que teve com o torcedor flamenguista.

De acordo com o dirigente, o motivo inicial da briga foi o fato dele ter recebido ameaças de morte e ter visto sua filha de 14 anos ser xingada.

Posteriormente, em outro momento da coletiva, o cartola garantiu sua continuidade no cargo e já projetou a temporada 2024.

Veja o pronunciamento de Marcos Braz

"Anteontem, eu fui ao Barra Shopping para comprar um presente para a minha filha, que faria 15 anos no dia seguinte. Ela não estava comigo inicialmente, pois não mora comigo, e sim com a mãe. Ela chegou ao shopping com a mãe, eu cheguei um pouco depois. Parei para tomar um café para poder encontrá-la, encontramos, falei rapidamente com a mãe dela. Imagine ela, com 14 anos, fazendo 15 no dia seguinte... Vai a uma loja, vai a outra loja... Eu fui para uma determinada loja para comprar um presente para ela. Quando eu estava dentro da loja, e isso é importante ressaltar, foi que aconteceram os problemas"

"Quando eu estava dentro da loja, conversando com a vendedora no fundo da loja, que não é muito grande, havia mais duas ou três pessoas, algumas pessoas ao fundo começaram a me questionar, fazer cobranças, vários eventos. Nesse momento, que durou alguns minutos, eu não abri a minha boca. Não falei absolutamente nada. Todas as cobranças que foram feitas, muitas ameaças, e eu não abri a minha boca. Por que? Tinha um casal ali com um bebê recém-nascido. Tudo o que eu falar aqui está nas imagens (das câmaras) [...] Estou tranquilo. Não estou à vontade com essa situação, mas à vontade de estar aqui externando isso"

"Na loja, havia outras duas ou três pessoas, gente filmando, fizeram de tudo... Eu não abri a minha boca. Eles acabaram indo embora. Continuei lá, pensei: 'Vamos nessa, segue aí'. A pessoa que estava ao meu lado, torcedor de outro time, me perguntou: 'Braz, é isso que vocês passam?'. Falei: 'É isso mesmo'. A esposa dele estava um pouco nervosa, mas, conversando com a vendedora, minha filha chega junto com as duas amigas. Eu até comentei com a pessoa que estava ao meu lado: 'Graças a Deus elas não estavam aqui'. A minha filha me deu um beijo, me abraçou, eu brinquei com ela, ela foi ver o pingente que queria dentro da loja. Posteriormente, quando ela decidiu o que queria, saiu da loja e falou que ia ver a vitrine. As meninas ficaram em frente à loja, mais à direita. Quando elas fizeram isso, voltou o rapaz, o cara com quem tive o problema"

"Eles chegaram e começaram as ameaças. Dessa vez, aí de maneira diferente, porque agora minha filha estava lá. Tanto é que, nas gravações que ter na internet, que esses dois fizeram, não aparece em nenhum momento eu falando da minha filha e discutindo com ele. Só eles falavam"

"Minha filha estava ao lado (da loja), eu falei para o cara: 'Minha filha está aqui, vocês estão me ameaçando'. Mas ele ficou falando, falando, falando... Falei: 'Rapaz, minha filha está aqui'. Nisso, a loja era muito estreita e eu perdi o raio de visão dela. Aquilo já estava me incomodando, porque eu tenho uma filha de 14 anos vendo o pai sendo xingado e ameaçado de morte, poderia falar alguma coisa (para o torcedor) e isso começou a me tirar do sério. Fui falando com ele, indo na direção dele, e falei sistematicamente várias vezes que minha filha estava ali. Peço desculpas, mas vou ter que falar essa frase, pois foi a última frase dele: 'F***-se a sua filha'. O final vocês viram"

"Eu tive um problema lá [briga com o torcedor]. Os fatos foram postados (nas redes sociais) rapidamente, parece que foram uns 40 segundos depois. Aí eu saio procurando a minha filha. Vocês veem (nos vídeos) que eu saio passando a mão no nariz e procurando a minha filha. [...] Entrei na loja, e aí começo com calma a ver no telefone... Antes de eu subir para o mezanino da loja, já havia 'viralizado' tudo. [...] Eu estou sendo perseguido há tempos"

"Daqui a pouco, chegam dois policiais militares, perguntavam como estavam as coisas, falei que ia sair (da loja)... Eles falaram: 'Olha, você vai ter que ir para a delegacia, porque está explodindo tudo na internet, a gente foi acionado...'. Perguntaram se eu queria ir para o hospital, falei que não, que só tinha um corte no nariz, mais nada. Falei que ia depois no (exame de) corpo de delito. Fui para a delegacia, como o policiamento pediu, e ali prestei os esclarecimentos. Deixei claro na delegacia que houve ameaças de morte, inclusive junto à minha filha. Fui ao IML e depois fui para casa"

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