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Laudo médico aponta lesões na boca e no rosto de Pedro; preparador do Flamengo se cala em depoimento e é liberado

Neste domingo (30), a Polícia Civil de Minas Gerais divulgou o resultado do exame de corpo de delito realizado pelo atacante Pedro, do Flamengo, que foi agredido pelo preparador físico Pablo Fernández no último sábado (29), após a vitória sobre o Atlético-MG, em Belo Horizonte, pelo Campeonato Brasileiro.

De acordo com a polícia, Pedro foi examinado por um perito no Instituto Médico Legal André Roquete, tendo constatadas lesões leves no lado direito do rosto e na boca.

Também foi divulgado que foi realizado um Termo Circunstanciado de Ocorrência em relação a Fernández, que, de acordo com apuração da ESPN, se calou durante o depoimento concedido na madrugada, na Central Estadual do Plantão Digital.

O preparador da comissão de Jorge Sampaoli ainda assumiu o compromisso de comparecer a uma audiência perante o Juizado Especial Criminal para as medidas legais cabíveis.

Na sequência, ele foi liberado e autorizado a deixar a delegacia.

Ainda segundo apuração da reportagem, Pedro e outros três jogadores (Everton Cebolinha, Thiago Maia e Pablo), que prestaram depoimentos como testemunhas no caso, ainda estão em Belo Horizonte.

Eles devem retornar ao Rio de Janeiro neste domingo (30) para dar sequência à preparação para o duelo contra o Olimpia, na quinta-feira (03), pela CONMEBOL Libertadores, que terá transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.

Delegado fala em multa

Em entrevista concedida na madrugada deste domingo (30), o delegado plantonista Marcos Pimenta explicou que Fernández não será preso e muito provavelmente será punido com pagamento de multa.

Por não se tratar de um caso grave, inclusive, o preparador físico poderá seguir se deslocando normalmente, podendo inclusive deixar o Brasil.

"Pablo Fernández não tem mandado de prisão, pois não foi pleiteada a prisão cautelar. Vamos aguardar o que o médico legista vai diagnosticar, mas, a princípio, trata-se de uma lesão leve. (Fernández) Pode sair do Brasil, pois não há mandado de prisão, e a pena conferida nesse tipo de delito é multa, o que não requer sua prisão", observou.

"Ele poderá sair do Brasil, diferentemente do que seria se fosse um caso de homicídio, roubo ou estupro, por exemplo, que aí poderia ocorrer, sim, uma prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, o que não é o caso agora", acrescentou.

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