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OPINIÃO: É difícil gostar de Ceni e Tite fora de São Paulo e Corinthians, mas demitir agora é injusto

O Bahia já não tem calendário internacional em 2026. O Cruzeiro milionário é maior decepção dos dois primeiros meses da temporada.

A quarta-feira do futebol decretou de vez o rompimento das arquibancadas com Rogério Ceni no Bahia e Tite no Cruzeiro.

A pressão sobre os dois treinadores é imensa. Pela torcida, a demissão de ambos seria imediata.

Realmente não é fácil gostar de Rogério Ceni, em outro lugar que não seja no Morumbis (e no Fortaleza), e de Tite, com exceção do Parque São Jorge.

A forte identificação dos dois com os clubes em que foram ídolos os torna algo muito difícil de digerir em outros clubes, assim como a forma que se comunicam.

Para Ceni e Tite, qualquer coisa que não seja vencer, e com muito bom futebol, é pouco.

São dois treinadores em que a paciência quase sempre é zero.

Ambos têm imensa parcela de culpa nos desastres atuais.

Com um elenco muito bom, o Bahia de Ceni ser eliminado por um time medíocre na Libertadores é sim uma vergonha.

O Cruzeiro de Tite não joga nada, e também é vexatório estar na zona de rebaixamento do Brasileiro.

Mas demitir agora os dois será muito mais pela implicância com seus passados são-paulino e corintiano.

Ceni faz um trabalho de longo prazo no Bahia que ainda tem chance de prosperar. Tite também é vítima do insano novo calendário do futebol no Brasil.

Resta ver se as direções de Bahia e Cruzeiro vão peitar as arquibancadas.