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No 1º ano de Ronaldo Fenômeno e SAF, Cruzeiro tem prejuízo milionário e torcida garantindo maiores receitas

Escudo do Cruzeiro Divulgação/Cruzeiro EC

O Cruzeiro publicou, nesta quinta-feira (18), em seu site oficial, as demonstrações financeiras referentes a 2022, primeiro ano em que o clube teve Ronaldo Fenômeno como dono da Sociedade Anônima de Futebol (SAF). No balanço entre receitas e despesas, a temporada teve prejuízo de R$ 24,6 milhões.

Na comparação com 2021, o déficit cruzeirense havia sido de R$ 113 milhões. No primeiro ano como SAF, o Cruzeiro somou R$ 146,1 milhões em receitas - pouco acima dos R$ 138,8 milhões registrados na temporada anterior.

Em 2022, o Cruzeiro conseguiu algo que é raro entre os clubes brasileiros em seu faturamento. Foram as receitas provenientes da torcida que garantiram a maior parte do dinheiro que entrou nos cofres da equipe. Principalmente, bilheteria e outras receitas em jogos.

O Cruzeiro de Ronaldo arrecadou R$ 31,9 milhões dessa fonte, sendo a maior parte no Campeonato Brasileiro, ainda na Série B - R$ 27,5 milhões. Em seguida, a segunda maior linha de receita celeste foi o programa de sócio-torcedor, com R$ 30,3 milhões.

Em direitos de transmissão fixos e premiações por performance, que costumam ser a principal receita no futebol brasileiro, o Cruzeiro arrecadou R$ 28,8 milhões, quase o mesmo valor obtido em patrocínio e publicidade: R$ 28,7 milhões.

Completam os R$ 146,1 milhões que o Cruzeiro teve em receita operacional líquida: R$ 16,2 milhões em transferências de atletas e mecanismo de solidariedade, R$ 14,1 milhões em royalties e licenciamento e R$ 180 mil apontado como "outros" - R$ 4,2 milhões são descontados do total em impostos e contribuições.

Nos custos, o futebol cruzeirense em 2022 consumiu R$ 108,7 milhões dos cofres, com a maior parte, claro, referente a salários, direitos de imagem, encargos e benefícios: R$ 57,4 milhões.