Nesta terça-feira (28), Paulinho se despediu do Corinthians após a vitória por 3 a 0 sobre o Racing Montevideo, pela CONMEBOL Sul-Americana.
Após a partida, o técnico António Oliveira não mediu palavras para falar do "privilégio" foi que treinar a quem ele chamou de "um dos melhores jogadores do mundo".
"Uma coisa que não posso esquecer era dar uma palavra a uma pessoa que era fã dele e nunca sonhei em treiná-lo. Aquilo que eu consegui ganhar em quatro meses para além de ser treinador do Paulinho é um amigo para vida e isso não tem preço. Pode vir o 4-3-3, pode vir o Coronado junto com o Garro, o Yuri fazendo 300 gols na Neo Química, nada substitui a amizade que eu nutro por ele e por muitos outros, como o Yuri. É isso que levamos do futebol. Por isso falo para eles que somos um grupo, mas também somos uma família. Como família passamos por momentos bons e momentos ruins, é entre nós que devemos nos proteger. Não sei se o Paulinho vai continuar, qual é a decisão dele, foi um privilégio para mim ser técnico de um dos melhores jogadores do mundo", disse o português em entrevista coletiva na Neo Química Arena.
"Sempre apreciei a qualidade de um meia que conseguisse ser competitivo, ter qualidade de passe e conseguir finalizar. Os volantes que têm gol são os mais caros, e ele tem. Pela carreira brilhante que fez, conseguiu estar no topo, chegar a um dos melhores clubes do mundo que é o Barcelona, chegar a seleção, jogar duas Copas do Mundo e representar aquilo que é o amor da vida dele, que é o Corinthians, ajudando a conquistar um título que ficará gravado nas páginas douradas desse clube. Um abraço para o Paulinho, que é uma pessoa extraordinária. Posso dizer que ele é meu amigo e um dia vou falar aos meus netos que fui treinador do Paulinho", finalizou.
Paulinho, que tem contrato até o meio do ano, não irá renovar com o Timão, mas ainda não tem um futuro definido. À ESPN, o volante disse que irá decidir seu próximo passo "nas próximas semanas".
