O ex-atacante Emerson Sheik revelou detalhes da invasão que o CT Joaquim Grava, do Corinthians, sofreu em fevereiro de 2014, quando cerca de 150 torcedores organizados do Timão entraram no CT após pularem os portões, para tirar satisfação com atletas e profissionais do clube.
Um dos principais nomes do elenco na época, Emerson Sheik contou durante o programa Domingol com Benja, da CNN, como conseguiu se esconder dos torcedores e contou com a ajuda do zagueiro Gil, hoje no Santos, para não apanhar.
“Quem estava na piscina se eu não estou enganado era o Walter e o Willian. Se esconderam no motor da piscina, tem uma escadinha...naquela parte de motores e bombas. E eles ficaram ali, só que é um buraco. E os caras passeando em cima ali...”.
“Eu fiquei no vestiário escondido. As imagens sumiram...dentro do CT aquele dia, os policiais chegaram. Só que eram tantos torcedores que os policiais ficaram com medo, não puderam fazer absolutamente nada. Tinha uns 100, 150 torcedores, foi um absurdo”.
Ainda durante o depoimento, Sheik revelou que Paolo Guerrero, autor do gol do título do Mundial de Clubes de 2012, diante do Chelsea, chegou a receber um tapa na cara de um torcedor durante a invasão.
“Eu fiquei escondido no vestiário. Eu, Paolo Guerrero e Gil. Inclusive, eu reclamei do Gil, ele foi um dos caras que me defenderam aquele dia. Os torcedores gritavam muito meu nome, o nome do Pato. E ele falava: ‘se entrar para bater no amiguinho, vai ter que bater em todo mundo’. E eu: ‘Graças a deus’”.
“Não aconteceu nada, mas foi uma cena triste. Deram uma paulada em cima do Joaquim Grava, ele estava em cima de uma maca se tratando, bateram no Joca, deram um tapa na cara do Guerrero por que ele tentou buscar um celular do outro lado do hotel. Hoje é fácil dar um sorriso, mas não sei se é melhor esquecer ou lembrar para isso não acontecer mais”, finalizou.
Próximos jogos do Corinthians:
Água Santa (F) - 10/03, 16h (de Brasília) - Campeonato Paulista
São Bernardo (F) - 14/03, 20h (de Brasília) - Copa do Brasil
