Novas regras para Copa do Mundo: entenda 9 mudanças que irão de VAR para escanteio a vermelho por mão na boca

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Vermelho por mão na boca, atuação do VAR e mais: as mudanças e novas regras para a Copa do Mundo (2:11)

O International Football Association Board (IFAB - Diretoria da Assosiação de Futebol Internacional, em tradução livre) introduziu algumas mudanças importantes no futebol antes da Copa do Mundo nos Estados Unidos, no México e no Canadá. Mas você também poderá vê-las em campeonatos ao redor do globo na próxima temporada.

Veja o que vai mudar neste Copa!


Uma série de mudanças no VAR

O Árbitro de Vídeo (VAR) agora poderá revisar algumas novas situações, incluindo:

  • Um escanteio marcado incorretamente, mas somente desde que isso não atrase o reinício da partida.

  • Quaisquer faltas de ataque que ocorram antes do início da jogada. Anteriormente, nenhuma falta era analisada até que a bola estivesse em jogo, mas agora o VAR pode intervir para sugerir uma ação disciplinar quando um reinício resultar em gol, pênalti, escanteio ou falta.

  • Um cartão vermelho resultante de um segundo cartão amarelo que seja claramente incorreto.

  • Um caso de identificação errada, quando um jogador é punido com cartão amarelo ou vermelho por uma falta cometida por outro jogador.


Jogadores não podem cobrir a boca

Qualquer jogador que cobrir a boca com a mão, o braço ou a camisa durante um confronto com um adversário será punido com cartão vermelho.

A regra foi introduzida para impedir que possíveis comentários racistas sejam ocultados, após o recente incidente envolvendo o ponta do Benfica, Gianluca Prestianni, e Vinicius Jr., do Real Madrid, na Champions League. Um ponto importante é que, se a conversa for amigável, os jogadores podem fazer isso. Mas, assim que houver qualquer indício de confronto, pode ser um cartão vermelho.


Substituições em 10 segundos

Os jogadores substituídos têm 10 segundos para deixar o campo pelo ponto de saída mais próximo. Se não o fizerem, o jogador que vai entrar em campo deve esperar pelo menos um minuto até a próxima interrupção do jogo e receber o sinal do árbitro para entrar. E isso significa que sua equipe deve jogar com 10 jogadores até que ele chegue.


Reinício em 5 segundos

Se o árbitro achar que um jogador está demorando deliberadamente para cobrar um lateral ou um tiro de meta, ele iniciará uma contagem regressiva de cinco segundos; ao final dela, a equipe será penalizada.

O árbitro levantará a mão para iniciar a contagem regressiva. Se a bola não estiver em jogo quando ela terminar, a posse será revertida. Se for um lateral, outro lateral será concedido aos adversários; se for um tiro de meta, um escanteio será concedido aos adversários.


Jogadores lesionados saindo de campo

Um jogador de linha que for atendido pela equipe médica deve sair de campo por um minuto. Pode haver exceções em caso de lesões do goleiro, lesões graves ou colisões.


Fim dos intervalos táticos para lesões de goleiros

Os jogadores não poderão ir à área técnica para receber orientações de seus treinadores quando um goleiro cair lesionado. Eles serão orientados a permanecer onde estão.

No entanto, não haverá nenhuma ação disciplinar para aqueles que infringirem a regra.


Jogadores que saem de campo

Qualquer jogador que sair de campo em protesto contra uma decisão receberá um cartão vermelho. O mesmo se aplica à comissão técnica que instruir os jogadores a saírem de campo. E se uma equipe causar o abandono da partida, ela será declarada perdedora (por exemplo, Senegal x Marrocos na final da Copa Africana de Nações).


Intervalos para hidratação em cada tempo

Haverá três minutos permitidos em cada tempo (por volta do 22º minuto) para um intervalo de hidratação devido às temperaturas extremas nos países anfitriões.


Um intervalo mais longo no intervalo da final da Copa do Mundo?

A FIFA anunciou que, pela primeira vez, a final no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no dia 19 de julho, incluirá um show no estilo do Super Bowl. Isso gerou preocupações de que o intervalo da partida fosse cerca do dobro da duração normal (15 minutos), devido ao show.

Mas Hugh Evans, CEO da organização sem fins lucrativos Global Citizen, que fez parceria com a FIFA para o show, disse à Associated Press em uma entrevista que todos os envolvidos são grandes fãs de futebol e queriam garantir que as apresentações fossem “significativamente mais curtas do que os 15 minutos”.

“Os fãs de futebol em todo o mundo podem ficar tranquilos, sabendo que respeitamos muito o jogo”, acrescentou.