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Ex-seleção dos EUA revela o que ouviu de Bebeto e Dunga sobre jogo épico contra o Brasil na Copa de 1994: 'Estavam preocupados'

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Ex-seleção dos EUA relembra confronto contra Brasil na Copa de 94: 'Tinham um a menos, mas não parecia' (0:55)

Marcelo Balboa foi titular contra o Brasil nas oitavas de final (0:55)

O 4 de julho de 1994 marcou a vida do norte-americano Marcelo Balboa, mas não apenas por ser o dia da Independência do país...

O então zagueiro era um dos 11 jogadores que defendia os Estados Unidos contra o Brasil em um dos jogos mais emblemáticos daquele Mundial, vencido pela Canarinho.

Na época, o Brasil venceu os Estados Unidos por 1 a 0, em Stanford, na Califórnia, pelas oitavas de final. O duelo, porém, não se tornou histórico apenas por valer uma vaga nas quartas, mas sim pela dificuldade imposta pelos americanos, apontados como grandes azarões.

Quando o futebol profissional quase não existia nos EUA, a seleção comandada pelo sérvio Bora Milutinovic, que já havia dirigido o México (1986) e a Costa Rica (1990), segurou o empate em 0 a 0 com o Brasil até os 28 minutos do segundo tempo, quando Bebeto balançou as redes e fez tão famosa comemoração em homenagem ao seu filho.

Em entrevista à ESPN, em Washington, Balboa revelou que tanto o ex-atacante quanto Dunga contaram a ele que aquela foi uma das partidas mais difíceis da vitoriosa campanha do tetra.

''O Dunga me falou, e o Bebeto concordou. Os dois disseram que Brasil x Estados Unidos foi o jogo mais difícil que eles jogaram. Eles estavam preocupados com aquele jogo, porque jogariam em um 4 de julho, dia da independência dos Estados Unidos. Eles estavam enfrentando um time dos Estados Unidos que sabiam que iriam correr, lutar e tirá-los do ritmo. Isso para mim é um elogio e tanto!'', lembrou o ex-jogador e hoje lenda da MLS.

A partida ficou marcada ainda pela expulsão de Leonardo após dar uma cotovelada no rosto do meia Tab Ramos, já no fim do primeiro tempo. O americano, inclusivo, sofreu uma fratura no crânio e precisou ser hospitalizado.

''Quando o Leonardo foi expulso por causa da cotovelada no Tob Ramos, parecia que eles tinham 12 jogadores. Era 11 contra 12 e ainda assim eles tinham o domínio. Foi muito difícil jogar conta um time assim. Fizemos um bom jogo, mas éramos um pouco inexperientes e eles tinham um time bom para caramba naquele ano'', disse Balboa.

Apesar da derrota para o Brasil, Marcelo Balboa e aquela geração americana se consagraram. Afinal, chegar às oitavas do Mundial em um país que não sabia o que era futebol profissional já era um grande feito, ainda mais caindo de pé para a seleção que viria a levantar o quarto troféu de sua história.