<
>

Espanha demite técnico Jorge Vilda, que foi campeão da Copa do Mundo feminina, 16 dias após título

Jorge Vilda comemora o título da Espanha na Copa do Mundo feminina Maddie Meyer/FIFA via Getty Images

A RFEF (Real Federação Espanhola de Futebol) demitiu nesta terça-feira (5) o técnico Jorge Vilda do comando da seleção espanhola feminina.

A decisão foi tomada 16 dias depois de Vilda conquistar a Copa do Mundo feminina com a Roja, batendo a Inglaterra na grande final em Sydney, na Austrália.

Em seu lugar, assumirá Montse Tome, que era auxiliar-técnica da equipe e agora será a comandante principal.

Vilda estava à frente do time ibérico desde 2015, tendo uma passagem vitoriosa e extremamente tumultuada pela equipe.

Ao mesmo tempo em que conquistou três títulos, sendo o Mundial de 2023 o mais importante, Vilda teve que conviver com críticas públicas das atletas.

Em 2022, por exemplo, 15 atletas da seleção fizeram um abaixo-assinado e anunciaram boicote às convocações, detonando os métodos de treinamento do técnico e a maneira como ele as tratava.

O comandante, porém, se recusou a pedir demissão. Ele ganhou apoio da Federação, que o manteve no cargo.

Das 15 jogadoras do boicote, apenas três foram chamadas para a Copa feminina de 2023: Aitana Bonmatí, Mariona Caldentey e Ona Batlle.

16 dias depois da conquista do Mundial, porém, o presidente-interino da RFEF, Pedro Rocha, optou pela saída de Vilda.

Vale lembrar que Rocha assumiu o comando da entidade após Luis Rubiales ser afastado por 90 dias pela Fifa, que abriu investigação disciplinar contra o dirigente.

Rubiales foi condenado publicamente por beijar a atacante Jenni Hermoso durante a cerimônia de premiação após a final da Copa, mas se recusou a deixar o cargo.

Após a ordem de afastamento da Fifa, porém, ele foi forçado a deixar sua posição, com a nova diretoria assumindo interinamente e optando por fazer mudanças bruscas nos bastidores.

Apesar da saída de Vilda, aliás, o técnico da seleção espanhola masculina, Luis de la Fuente, seguirá no cargo.