Lance gerou polêmica no primeiro tempo do confronto entre Brasil e Croácia pelas quartas de final da Copa do Mundo
Durante o primeiro tempo de Croácia x Brasil, nesta sexta-feira (9), pelas quartas de final da Copa do Mundo, um lance chamou a atenção e gerou reclamações da torcida e também dos jogadores.
Em bola dominada pela defesa croata, Gvardiol tinha a bola nos pés, a levantou e, de coxa, recuou para o goleiro Livakovic, que defendeu com as mãos para depois sair jogando com os seus companheiros.
Os jogadores do Brasil reclamaram da infração, e muitos torcedores não entenderam o motivo de não ser marcado o recuo de bola pelo árbitro inglês Michael Oliver. Mas o que a regra da Fifa diz sobre isso?
Segundo o livro de regras da entidade que rege o futebol mundial, um tiro livre indireto (ou seja, uma falta) será concedido se um jogador "iniciar um truque deliberado com a bola para ser passada (incluindo de um tiro livre ou tiro de meta) para o goleiro com a cabeça, peito e joelho para burlar a regra, quer o goleiro toque ou não na bola com as mãos".
Nesse cenário, quando há truque deliberado, a infração é do jogador que o cometeu. Quando há recuo, bola chutada deliberadamente por um companheiro e o goleiro pega com as mãos, a infração é do goleiro.
A comentarista de arbitragem dos canais Disney Renata Ruel explicou o fato.
"Recuo é chutar, chute é com o pé. Joelho, coxa, peito, cabeça, glúteo, ombro... tudo pode, pela regra. Mas há a diferença quando o jogador tentar burlar a regra para praticar o recuo. Exemplos: bola no chão, jogador deita para dar passe de cabeça para o goleiro, jogador levanta a bola com pé para recuar com a coxa, cabeça ou qualquer outra parte do corpo que a regra permite", disse.
"Quando o jogador faz isso, tenta burlar a regra, a atitude dele é considerada conduta antidesportiva, e isso independe do goleiro pegar a bola ou não com as mãos. A infração é do jogador que fez isso, por isso o árbitro deve marcar tiro livre indireto e aplicar cartão amarelo para o jogador", finalizou.
