Drama até o final: as vezes que a Argentina precisou da última rodada para se classificar na Copa do Mundo

Messi comemora gol da Argentina Getty Images

Argentina ficou fora em três das nove vezes em que lutou pela vaga até o fim na fase de grupos


Lionel Messi pode fazer o último jogo em uma Copa do Mundo nesta quarta-feira (30), às 16h (de Brasília). A Argentina enfrenta a Polônia no estádio 974 e precisa vencer para alcançar as oitavas de final. Uma derrota elimina a seleção dirigida por Lionel Scaloni.

A situação não é inédita para os hermanos. Esta é a décima vez em que a Argentina chega ao último jogo da chave precisando do resultado para seguir no Mundial. Em três das nove vezes, acabou eliminada - incluindo em 2002, quando a seleção de Marcelo Bielsa chegou como uma das grandes favoritas e acabou dando adeus após um empate com a Suécia.

Veja como foi o desempenho da Argentina em Copas quando dependeu da última rodada para se classificar:

Suécia, 1958

Não passou. Após perder para a Alemanha Ocidental por 3 a 1, venceu a Irlanda do Norte pelo mesmo placar. Precisava vencer a Tchecoslováquia para avançar, mas sofreu uma goleada por 6 a 1 e acabou eliminada.

Chile, 1962

Não passou. Novamente chegou ao último jogo da fase inicial precisando vencer para seguir no Mundial. Chegava ao jogo contra a Hungria após bater a Bulgária por 1 a 0 e perder por 3 a 1 para a Inglaterra. O empate sem gols deixou a Argentina em terceiro do grupo pelo saldo de gols.

Inglaterra, 1966

Passou. Conseguiu acabar com o retrospecto negativo e passou para as quartas de final (a Copa do Mundo ainda não tinha 32 equipes). Venceu a Espanha por 2 a 1 na estreia e empatou com a Alemanha sem gols na sequência. Uma nova igualdade contra a Suíça era suficiente, mas a Argentina ganhou por 2 a 0. Ficou em segundo do grupo por ter pior saldo de gols do que a líder Alemanha. Caiu para a Inglaterra no jogo seguinte.

Alemanha, 1974

Passou. Após ficar fora da Copa do México, em 1970, a Argentina começou o torneio de 1974 com uma derrota por 3 a 2 para a Polônia e um empate por 1 a 1 com a Itália. A goleada por 4 a 1 contra o Haiti garantiu a vaga sobre os italianos pelo saldo de gols. Na época, a segunda fase também era em formato de grupos e a Argentina foi a última colocada na chave com Holanda, Brasil e Alemanha Oriental.

Espanha, 1982

Passou. A seleção dirigida por César Luis Menotti era a atual campeã, mas não fez valer o status na estreia: derrota por 1 a 0 diante da Bélgica. A goleada por 4 a 1 contra a Hungria deixou a vaga encaminhada. O novo triunfo por 2 a 0 sobre El Salvador garantiu a Argentina em segundo do grupo. A Copa ainda tinha um segundo grupo e os argentinos ficaram novamente com a lanterna atrás de Itália e Brasil.

México, 1986

Passou. Voltaria a ser campeã do mundo após 12 anos, mas não sem antes depender da última rodada da primeira fase para se classificar. Após vencer a Coreia do Sul por 3 a 1 e ficar no 1 a 1 com a Itália, um novo empate era suficiente contra a Bulgária. O triunfo por 2 a 0 deixou os hermanos na liderança do grupo.

Itália, 1990

Passou. O caminho até a final - e o vice-campeonato em derrota na decisão para a Alemanha - passou por uma das maiores zebras da história das Copas logo na estreia: 1 a 0 para Camarões. Na sequência, bateu a Rússia por 2 a 0 e empatou por 1 a 1 com a Romênia. O terceiro lugar no grupo foi suficiente, porque o regulamento previa a classificação dos quatro melhores terceiros.

Coreia do Sul e Japão, 2002

Não passou. Voltou a decepcionar a torcida, logo quando teve uma das melhores gerações pós-Maradona. Apesar de vencer a Nigéria por 1 a 0 na estreia, a derrota para a Inglaterra pelo mesmo placar deixou a Argentina com uma necessidade de vencer para se classificar. O empate por 1 a 1 contra a Suécia não foi suficiente e voltou a ser eliminada na primeira fase.

Rússia, 2018

Passou. Na última edição do Mundial, um tropeço surpreendente na estreia com o empate por 1 a 1 contra a Islândia - com direito a pênalti perdido de Messi. A dura derrota por 3 a 0 para a Croácia parecia fechar o caixão da Argentina, mas havia o último confronto contra a Nigéria. A vitória por 2 a 1 veio já aos 41 do segundo tempo, com gol de Marcos Rojo. Nas oitavas, perdeu para a futura campeã França por 4 a 3.