Presença da Marta, táticas de Arthur Elias e mais: jogadoras analisam seleção antes da Copa do Mundo

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Dudinha exalta 'clima de Copa do Mundo' antes de amistosos contra os EUA: 'Grande teste' (1:15)

A seleção brasileira volta a campo neste sábado (06) e na próxima terça (09) contra os Estados Unidos, em amistosos que prometem ser importantes na preparação para a Copa do Mundo feminina em solo nacional no ano que vem. O amistoso serve para medir forças da amarelinha contra umas das principais seleções do mundo -- que foi ouro nas Olimpíadas de Paris em cima da equipe canarinho

Mas quais as reais chances de um título na Copa do ano que vem? O Brasil pode ganhar dos Estados Unidos nos amistosos? E qual o papel de Marta e Arthur Elias nisso tudo? Para responder isso -- e muito mais -- Dudinha, Gabi Portilho e Ludmila, trio brasileiro do San Diego Wave, falaram com exclusividade com o ESPN.com.br e abriram o jogo sobre os bastidores da equipe.

A Seleção Brasileira chega à Copa de 2027 sem nenhum título no feminino -- tendo chegado na final apenas uma vez, em 2007, quando perdeu para a Alemanha. Desde então, não figurou nem em uma semifinal. Entretanto, nas Olimpíadas de 2024, em Paris, conquistaram a prata com grandes performances contra algumas das melhores equipes do mundo.

Além disso, as comandadas de Arthur Elias venceram a FIFA Series em Cuiabá, jogando em casa no que seria um prelúdio do ano seguinte. Até por isso, o trio do San Diego Wave chega para esses amistosos com esperança renovada para o futuro da Seleção Brasileira.

"Jogar em casa é uma das melhores sensações. Agora, contra os Estados Unidos, tenho certeza que bastante gente vai assistir. Vai ser um clima de Copa do Mundo de fato. A torcida nos apoiando sempre dá uma inspiração, dá uma vontade maior. Isso é muito importante para gente", explica Dudinha.

"Eu sempre falo que quando eu joguei no Corinthians e tinha os jogos decisivos, a Arena lotada era o nosso 12.º jogador, isso fazia muita diferença. A gente ganhou muitos títulos por causa disso. A gente vai plantando a sementinha para poder ir amadurecendo cada vez mais até a Copa", complementa Portilho.

Embaladas pela torcida, a Seleção Brasileira pode fazer frente a qualquer outra na visão do trio. O sabor do vice em 2024, inclusive, serve de motivador para esses amistoso, nos quais a seleção promete vir ainda melhor.

E muito disso se deve ao estilo "louco" de Arthur Elias, como define Ludmila. Conhecido por empregar táticas arrojadas e pouco usuais, o técnico vem sendo parte ativa da melhora de rendimento do Brasil em grandes competições.

"Trabalhar com o Arthur é muito bom. Ele sempre tem surpresas. As pessoas nunca sabem como ele vai entrar, o que ele vai fazer. E a gente sempre quer dar o nosso melhor. E jogar contra os Estados Unidos não é novidade para ninguém que a rivalidade é muito grande. A gente sempre perdia. Hoje as coisas são bem diferente. A gente estava ansiosa para pegar o Estados Unidos, que é um rival que a gente bate de frente, o confronto é muito bom", explica Ludmila.

Outro fator motivacional para esses amistosos e mesmo a Copa do Mundo do ano que vem é a presença de Marta. Após um ressurgimento nos últimos anos, a Rainha do Futebol se confirmou como pela insubstituível do elenco, e não só por motivos técnicos. A presença de uma veterana tão experiente e condecorada -- e que esteve no vice do Brasil em 2007 -- ajuda a motivar jogadoras mais jovens, como é o caso de Dudinha, de apenas 20 anos.

"É a Rainha. Eu vou sempre enxergar ela com olhos de muita admiração e inspiração. É uma mulher que fez muito pelo futebol feminino. Acho que se a gente está no patamar que a gente está hoje, é graças a ela. Tenho certeza que ela está dando o melhor dela nessa temporada para que ano que vem ela esteja pronta para ajudar nossa seleção", explica Dudinha.

"Eu acho que o povo duvida muito da Marta pela idade, pelo que passou, mas acho que ela que ela vem mostrando que ela ainda tem futebol. E outra, é a Marta, né? Ela é muito importante para a gente na Seleção. Ela ajuda muito a gente. Ela tem uma energia de uma competição dentro dela, que é difícil de ter", continua Ludmila.

Juntando, portanto, a presença da Marta com o trabalho de Arthur Elias e o retrospecto recente da equipe, o trio de San Diego entra em uníssono para dizer: o Brasil chegará na Copa do Mundo entre as melhores seleções do planeta -- ainda que elas próprias não garantem que estarão entre as selecionadas para a competição.

"Olha, a gente melhorou muito do que era a seleção alguns anos atrás para agora. A gente está ficando um pouco mais madura. E eu sinto que hoje é uma seleção muito difícil de enfrentar. Antigamente, as pessoas achavam que ia passar o carro e muitas vezes ganhavam do Brasil assim. E hoje não. Hoje a gente consegue ser uma seleção cascuda. Hoje é até difícil você estar lá, porque o Arthur abre um leque muito grande, onde tem muitas atletas que tem a oportunidade", explica Gabi.

"Eu acho que agora com o Arthur a gente está numa prateleira muito alta. Acho que a gente é capaz de bater de frente com qualquer seleção nacional. Batemos de frente com a França, com a Inglaterra, uma das maiores seleções do mundo, com os Estados Unidos. Agora, mais do que nunca, vai ser um grande teste para a gente também. Cada convocação é muito especial. Eu penso bastante no ano que vem porque é um sonho estar lá", complementa Dudinha.

"Com certeza a gente também chega mais confiante. A gente sabe que a gente já ganhou uma vez delas e a gente pode ganhar de novo se a gente jogar bem e fazer o trabalho do Arthur. O Arthur é competitivo, ele quer ganhar a todo momento. Acho que a gente pode ganhar em casa, se jogarmos igual nas Olimpíadas", finaliza Ludmila.